RIO E SÃO PAULO – (Atualizada às 10h20) – O lucro líquido da BR Distribuidora triplicou no quarto trimestre de 2018, na comparação anual, para R$ 1,6 bilhão. A receita, na mesma base de comparação, aumentou 8,7%, para R$ 25,2 bilhões.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A melhora foi atribuída pela companhia ao incremento nos preços médios de venda no período. As despesas operacionais ficaram praticamente estáveis, em termos ajustados, em R$ 1,1 bilhão.
No acumulado do ano, a companhia lucrou R$ 3,2 bilhões, montante quase duas vezes maior que o apurado em 2017. O resultado foi influenciado positivamente pelo reconhecimento dos Instrumentos de Confissão de Dívida com as distribuidoras e ex-distribuidoras da Eletrobras e pelo acordo de ICMS do Mato Grosso. A receita da empresa, na mesma base de comparação, avançou 15,6%, para R$ 97,7 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da BR Distribuidora recuou 41,2% no quarto trimestre de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, para R$ 437 milhões. No acumulado do ano, o Ebitda somou R$ 2,8 bilhões, alta de 8,9% ante 2017.
Em termos ajustados, considerando perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa, perdas e provisões com processos judiciais, o plano de incentivo de desligamento voluntário e outros fatores, o Ebitda foi de R$ 646 milhões no último trimestre de 2018, queda de 26,8% na comparação anual. No ano completo, o Ebitda ajustado somou R$ 2,5 bilhões, queda de 16,6% ante 2017.
O volume total de vendas de combustíveis da BR Distribuidora no quarto trimestre de 2018 somou 10,412 bilhões de litros, com queda de 5,6% ante igual período do ano anterior. No consolidado de 2018, as vendas totais somaram 41,548 bilhões de litros, com recuo de 3,8% ante 2017.
Na comparação do quarto trimestre de 2018 com igual período anterior, o único produto com variação positiva de vendas (2,2%) foi o diesel para o segmento não termelétrico, que somou 4,251 bilhões de litros. Os destaques negativos foram óleo combustível para termelétricas (-67,2%), para 101 milhões de litros, e óleo para o setor não termelétrico (-44,3%), totalizando 324 milhões de litros.
Na comparação entre 2018 e o ano anterior, o volume de vendas de diesel para o setor não termelétrico foi, novamente, o único dado positivo, com alta de 2,3%, totalizando 17,124 bilhões de litros. A maior queda (-40,1%) foi sentida na área de vendas de diesel para as termelétricas, somando 277 milhões de litros.
Já o volume de vendas de combustíveis para grande consumidores no quatro trimestre de 2018, de 2,396 bilhões de litros, foi 15,6% inferior ao apurado em igual período do ano anterior. No consolidado de 2018, o volume de vendas para grandes consumidores totalizou 10,218 bilhões de litros, com queda de 8,4%, ante o ano anterior.
Segundo a empresa, a queda do volume de vendas no quarto trimestre ante o trimestre exatamente anterior (-19%), ocorreu em função principalmente das reduções nos volumes de óleo combustível e diesel para termelétricas.
Em relação ao último trimestre de 2017, a queda foi motivada, além dos mesmos motivos expostos na comparação com o terceiro trimestre de 2018, pela lenta recuperação da atividade econômica no país e consequente menor demanda das indústrias.
O endividamento líquido recuou 39% em 2018, para R$ 2,3 bilhões, influenciado principalmente pelo aumento na geração de caixa livre no ano e pelo recebimento de valores relacionados aos instrumentos de confissão de dívidas firmados com as subsidiárias da Eletrobras. O valor do acordo, firmado em 30 de abril de 2018 (antes da privatização das distribuidoras), é de R$ 4,6 bilhões.
Com isso, o índice de alavancagem da companhia, medido pela relação entre dívida e Ebitda encerrou 2018 em 0,9 vez. No fim de 2017, o índice era de 1,3 vez.
A dívida bruta cresceu 18%, para R$ 5,6 bilhões, em função da emissão de debêntures não conversíveis em ações vinculadas aos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), realizada em julho. O prazo médio do endividamento foi reduzido de 2,9 anos para 2,4 anos.
A BR Distribuidora também informou que vai propor, em assembleia geral ordinária, a distribuição de dividendos totais brutos de R$ 3,033 bilhões, relativos ao resultado de 2018.
Desse total, serão deduzidos R$ 563 milhões referentes à antecipação de juros sobre capital próprio, aprovada m novembro e a ser paga em 30 de abril.
A companhia propõe, ainda, que, do lucro líquido de R$ 3,193 bilhões, registrado em 2018, R$ 160 milhões sejam destinados à reserva legal e R$ 412 mil à reserva de incentivos fiscais.
Menos vendas e mais postos
A BR Distribuidora fechou 2018 com uma redução de 1,6% no volume de vendas de sua rede de postos. Ao todo, foram vendidos 22,534 bilhões de litros no ano passado.
A companhia, no entanto, aumentou em 3,4% a sua rede de postos em 2018. Ao todo, foram acrescidos 253 postos ao portfólio da empresa, que fechou o ano com 7.665 pontos de revenda.
A distribuidora investiu R$ 934 milhões no embandeiramento e manutenção da rede em 2018. Desse total, R$ 611 milhões foram destinados às bonificações antecipadas aos revendedores, R$ 255 milhões aos bônus por performance e R$ 68 milhões aos financiamentos para as revendas.
Por outro lado, a empresa reduziu o número de lojas de conveniência BR Mania, como parte de um processo de “saneamento” da rede. A BR fechou 2019 com 1.247 lojas, ante os 1.348 de 2017. Com isso, houve redução de 7% nas receitas líquidas com o setor, para R$ 50 milhões.
Já a rede Lubrax+ foi reduzida em 161 lojas “não mais alinhadas à estratégia da rede”, para 1.654 unidades.
Em relação ao número de empregados, a empresa reduziu em 3,2% (106) o seu quadro de pessoal em 2018, para 3.134. Desde 2013, a queda acumulada é de 29,1%, ou 1.287 funcionários.
Segundo a BR Distribuidora, a redução da força de trabalho se deve a uma série de “ações relacionadas à adequação do dimensionamento de pessoal”. A companhia executou programas de incentivo ao desligamento voluntário em 2016 e 2018.
Dos 3,134 funcionários, a faixa etária se concentra, sobretudo, entre 31 e 55 anos. Do total de empregados, 46% deles têm até dez anos de casa e 20% têm mais de 21 anos.
Lucro da BR Distribuidora triplica no quarto trimestre de 2018 | Valor Econômico
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