Nessa fase, a força-tarefa investigou pagamento de propina de R$ 200 milhões ao MDB, PT e ex-funcionários da estatal por meio de fraude em contrato e contas no exterior.
A juíza federal substituta Gabriela Hardt condenou nove pessoas por crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro em um processo referente à 51ª fase da Operação Lava Jato. Entre os condenados, estão ex-executivos da Petrobras e da Odebrecht, além de operadores financeiros.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A sentença saiu na terça-feira (19). Essa etapa da operação investigou a propina de R$ 200 milhões ao MDB, PT e ex-funcionários da Petrobras por meio de fraude em contrato e contas no exterior.
Veja, abaixo, quem foi condenado:
- Aluísio Teles Ferreira Filho, ex-gerente-geral da área Internacional de Petrobras: condenado a 11 anos e 4 meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
- Ângelo Tadeu Lauria, operador: condenado a 7 anos e 9 meses de reclusão por lavagem de dinheiro;
- César Ramos Rocha, ex-empregado da Odebrecht: condenado a 6 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão por lavagem de dinheiro;
- Márcio Faria da Silva, ex-executivo da Odebrecht e colaborador: condenado a 11 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
- Mário Ildeu de Miranda, ex-executivo da Petrobras, de 1975 a 2003, e operador: condenado a 6 anos e 8 meses de reclusão por lavagem de dinheiro;
- Olívio Rodrigues Júnior, operador financeiro: condenado a 6 anos e 8 meses de reclusão por lavagem de dinheiro;
- Rodrigo Zambrotti Pinaud, ex-executivo da Petrobras: condenado a 9 anos e 10 meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
- Rogério Santos de Araújo, ex-diretor do Grupo Odebrecht: condenado a 11 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão;
- Ulisses Sobral Calile, ex-executivo da Petrobras, com atuação na área Internacional: condenado a 11 anos e 4 meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Eles também foram condenados ao pagamento de multas.
Aluísio Teles Ferreira Filho, Ângelo Tadeu Lauria, Mário Ildeu de Miranda, Rodrigo Zambrotti Pinaud e Ulisses Sobral Calile chegaram a ser acusados de associação criminosa, mas foram absolvidos pela juíza.
O G1 entrou em contato, por e-mail, com a defesa dos citados e aguarda um posicionamento sobre o assunto.
Conforme a denúncia, as vantagens indevidas estão relacionadas a um contrato fraudulento de mais de US$ 825 milhões, firmado em 2010 pela Petrobras com a construtora Norberto Odebrecht.
O contrato celebrado previa a prestação de serviços de reabilitação, construção e montagem, diagnóstico e remediação ambiental, entre outros, em nove países além do Brasil, segundo o MPF.
A denúncia relata que para garantir que a empresa fosse favorecida na disputa, executivos pagaram propina aos ex-funcionários da estatal e a operadores vinculados ao MDB no valor de cerca de US$ 55 milhões, aproximadamente R$ 200 milhões.
Os pagamentos ocorreram entre os anos de 2010 e 2012, de acordo com os procuradores.
O MPF também diz que há provas de repasses de aproximadamente US$ 25 milhões a ex-funcionários da Petrobras e de cerca de US$ 31 milhões para agentes que se apresentavam como intermediários de políticos vinculados ao MDB.
Além da utilização de offshores, de operadores financeiros e de doleiros, toda a lavagem de dinheiro foi feita, segundo o MPF, por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – o setor de propina da Odebrecht.
Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
Lava Jato: Justiça condena ex-executivos da Petrobras e da Odebrecht, alvos da 51ª fase | Paraná | G1
Você precisa fazer login para comentar.