RIO – A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, disse em nota que liderou, em 2015, o processo de substituição do gestor do fundo de investimento em participações Global Equity Properties (FIP GEP), assim que foram identificados problemas na gestão. Ontem, a força-tarefa da Operação Greenfield denunciou 34 pessoas por operações irregulares no fundo entre 2009 e 2014.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Além dos gestores do fundo foram denunciados 11 pessoas da Previ, incluindo os ex-presidentes Sérgio Rosa e Ricardo Flores, assim como ex-dirigentes da Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal). A denúncia pede a reparação de R$ 1,3 bilhão, o triplo dos aportes realizados pelas entidades.
Com a troca do gestor, que ocorreu antes da deflagração da Greenfield em 2016, o objetivo da ação foi reforçar o acompanhamento e a diligência sobre os recursos investidos, diz a Previ.
Assim, continua a fundação, foram adotadas todas as medidas cabíveis para reaver esses valores: apresentação de reclamação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), notícia-crime na Polícia Federal e um procedimento arbitral contra antigo gestor pelos atos praticados e que causaram prejuízo ao FIP GEP.
“Os investimentos da Previ são realizados de forma criteriosa e diligente. A entidade tem confiança na solvência e liquidez de seus planos”, disse o fundo de pensão, em nota. A previ acrescentou que se mantém à disposição das autoridades para contribuir e prestar todas as informações para o esclarecimento dos fatos.
Ontem, as outras fundações já haviam se posicionado sobre o assunto. A Petros afirmou que colabora de “forma irrestrita” com as autoridades competentes desde o início das investigações nos fundos de pensão. A Funcef disse que mantém em sua estrutura as Comissões Técnicas de Apuração (CTAs) que analisam os FIPs e que contribui ativamente na produção de provas.
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