SÃO PAULO – As grandes usinas hidrelétricas estruturantes do Norte do país receberam R$ 42,9 bilhões em recursos do BNDES entre 2004 e 2018, de acordo com a lista dos 50 maiores tomadores de recursos da instituição, publicada hoje no site do banco.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Norte Energia, concessionária da megausina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), tomou R$ 25,4 bilhões em recursos, e ocupa sozinha o terceiro lugar entre os maiores tomadores de recurso do BNDES.
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A Eletrobras tem 49,98% de Belo Monte, que também tem como sócios a Amazonia Energia (Cemig e Light), com 9,7%, a Neoenergia, com 10%, a Aliança Energia (Vale e Cemig), com 9%, e os fundos Petros e Funcef, que somam 20% de participação.
Originalmente, previa-se que a construção do empreendimento, que terá potência total de 11,2 gigawatts (GW), custaria o total de R$ 19 bilhões em investimentos e ficaria pronta em 2015. Diversos problemas, contudo, adiaram a construção da usina, que deve entrar em operação totalmente apenas no fim deste ano.
As usinas do complexo do rio Madeira (RO), Santo Antonio e Jirau, completam os R$ 42,9 bilhões em recursos tomados do BNDES durante o período.
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A Energia Sustentável do Brasil, concessionária de Jirau, tomou R$ 9,4 bilhões. A companhia tem como sócias a Eletrobras, com 40%, a francesa Engie, também com 40%, e a japonesa Mitsui, com 20%.
Mais problemática que sua vizinha de rio, a Santo Antonio Energia levou outros R$ 8,125 bilhões em recursos do BNDES. Enfrentando diversos problemas financeiros, a usina tem como sócios Furnas, com 42,46%, Cemig, com 8,63 em participação direta e outra indireta por meio da Saag (Cemig e Andrade Gutierrez), que tem 10,61%, e a Odebrecht, que tem participação total de 28,4% no empreendimento, entre direta e indireta.
Além das usinas estruturantes, também se destaca na lista do BNDES a Eletronuclear, subsidiária integral da Eletrobras, que tomou R$ 6,181 bilhões do banco no período.
Por fim, a Rio Xingu Transmissora de Energia, controlada pela chinesa State Grid, tomou R$ 5,214 bilhões. A empresa é concessionária do segundo linhão de Belo Monte.
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