Ibovespa avança 15,03% em 2018, com varejistas em destaque

SÃO PAULO – Superlativo. Essa é a palavra que descreve o ano de 2018 para o Ibovespa. O principal índice da B3 entregou um rendimento de 15,03% no acumulado do período, com metade dos papéis que fazem parte dele encerrando com valorização superior a isso.

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Nesta sexta-feira (28), o Ibovespa subiu 2,84%, aos 87.887 pontos, depois de quase recuperar um nível acima (o índice atingiu 88.044 pontos na máxima). O giro ganhou força no fechamento e foi a R$ 9 bilhões. Na semana, houve alta de 2,56%; em dezembro, o Ibovespa caiu 1,81%.

Entre os movimentos de maior vigor, hoje, todas as “blue chips” foram destaque. No setor financeiro, avançaram as ações do Bradesco (1,65% a ON e 3,07% a PN) e do Itaú Unibanco (3,50%). Mesmo Banco do Brasil, que abriu em baixa nesta sexta, virou para o azul e terminou a sessão em alta de 3,04%.

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Com a mesma dinâmica, os papéis ligados às commodities internacionais, como petróleo e minério de ferro, também se destacaram. A Petrobras ON avançou 3,93% e a PN subiu 4,66%, enquanto Vale ON teve alta de 3,03%. O setor siderúrgico, com representantes como Usiminas (2,44%) e CSN (3,27%), também pegou carona nesse ambiente.

Os ganhos mais vistosos também se espalharam entre as varejistas e Magazine Luiza e B2W, assim como no ano, abriram a fila de movimentações positivas hoje: os avanços foram de 4,06% e 5,29% no pregão, respectivamente.

Destaques do ano

Dos 66 papéis que compõem o índice, 45 subiram em 2018 (33 tiveram valorização maior do que o Ibovespa e 12 apresentaram alta menor) e 20 recuaram — a Log ON não entra na conta, porque as negociações da ação começaram na semana passada.

Na ponta positiva, os destaques do ano foram Magazine Luiza (126,3%), Cemig PN (116,4%) e B2W (105%). Do outro lado, os piores movimentos de 2018 ficaram com Cielo ON (-58,3%), Qualicorp ON (-56,9%) e Kroton ON (-50,1%).

O giro médio diário do Ibovespa no ano cresceu 22,6% em relação a 2017, com a procura dos fundos locais pelas ações, apesar da forte saída de estrangeiros, que já está em mais de R$ 11 bilhões no ano, até o dia 26. Em 2017, a situação foi melhor para o investidor da bolsa: o Ibovespa havia subido 26,9%. Mas o mundo não deu alívio para a renda variável global neste ano e, em dólar, o índice ainda acumulou baixas. Mesmo assim, o Ibovespa nutriu uma performance de destaque em relação a pares emergentes e até mesmo países desenvolvidos.

Expectativas para 2019

Alguns ruídos nos Estados Unidos ainda rondam os negócios e não sumiram do horizonte. O começo de 2019 ainda será marcado por questões envolvendo o país, sobretudo em relação à alta de juros e desaceleração econômica.

Mas o foco dos gestores está aqui. Espera-se, dizem analistas, que a reforma da Previdência possa ser aprovada logo no primeiro semestre, abrindo possibilidade para aumento da confiança dos empresários e consequente crescimento da atividade, com novos investimentos e aumento do consumo. Há espaço, inclusive, para revisões positivas do crescimento de lucro das empresas, principalmente bancos, varejistas e estatais.

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