SÃO PAULO – Em mensagem de fim de ano enviada a cerca de 70 mil colaboradores, o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Nelson Carvalho, afirma que integrantes da atual gestão têm interesse em continuar a colaborar na petroleira a partir de janeiro de 2019, quando toma posse o presidente eleito Jair Bolsonaro e também a nova diretoria da companhia.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!“A equipe que vier a comandar os destinos da companhia a partir da posse do novo presidente da República em 01 de janeiro de 2019 e em anos vindouros terá todo o apoio dos gestores que lá estão em 31/12/2018 para dar continuidade a este processo de evolução – basta sermos convocados a contribuir, todos ou alguns de nós”, diz Carvalho em um trecho da mensagem, que faz um breve balanço dos últimos anos da administração da petroleira.
No governo de Jair Bolsonaro a Petrobras será comandada pelo economista Roberto Castello Branco. Ele substituirá Ivan Monteiro, que assumiu a presidência da petroleira em junho, após a saída de Pedro Parente. Castello Branco já passou pelo conselho de administração da empresa e é diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na introdução à mensagem enviada aos colaboradores, o presidente do Conselho de Administração da Petrobras afirma que a empresa viveu nos últimos anos uma das maiores reviravoltas empresariais de que se tem notícia.
A equipe de administradores que assumiu em maio de 2015, afirma, encontrou uma empresa “tecnicamente falida”, mas que se recuperou e hoje disputa o título de companhia com maior valor de mercado na bolsa brasileira.
Carvalho diz ter orgulho de ter tido uma parcela de contribuição naquilo que considera “ter sido um dos maiores, se não o maior, ‘turn around’ do mundo empresarial na era moderna”.
“Muitos foram os protagonistas que permitiram esta "virada" histórica, que ainda será estudada em detalhes nas melhores escolas de administração de empresas do mundo”, escreve Carvalho, para em seguida citar a participação de Pedro Parente, Ivan Monteiro e Solange Guedes (diretora da Exploração e Produção) no processo de recuperação da empresa.
Carvalho relembra as previsões – não realizadas – de que a companhia não conseguiria se recuperar sem um aporte do Tesouro Nacional e diz que a empresa voltou a ser procurada por investidores e por quem deseja fazer pesquisa científica.
A mensagem termina apontando a melhora na governança corporativa, dos processos de indicação de pessoas para cargos de decisão, e a implementação de testes de rentabilidade para novos investimentos, além da saída da empresa de áreas que não fazem parte de seu negócio principal.
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