Contas da União (TCU), em comunicado assinado por seu presidente Raimundo Carreiro, destaca, dentre as fiscalizações iniciadas recentemente, a auditoria integrada na Comissão de Valores Mobiliários, que tem como finalidade verificar a conformidade e os riscos atualmente existentes na atuação da referida Comissão na regulação e fiscalização do mercado de capitais.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!“A iniciativa desta Corte de Contas se mostra de extrema relevância, pois prejuízos aos acionistas minoritários em decorrência de fraudes enfraquecem a confiança da sociedade no mercado de capitais e afastam os investidores de modo geral”, diz o comunicado do TCU. Carreiro cita no documento como exemplo o caso da fusão entre as empresas JBS e Bertin, em que houve, segundo ele, sinalização de prejuízos aos acionistas minoritários de pelo menos R$ 2 bilhões, incluído nesse valor um prejuízo à BNDESPar de mais de R$ 700 milhões.
Trabalhos do TCU em andamento, envolvendo os Grupos JBS, Marfrig, EBX, Oi, Petrobras, Eletrobras, entre outros, prossegue o documento, “também reforçam a ideia de que prejuízos consideráveis estão decorrendo de uma atuação aparentemente insuficiente da CVM no sentido de coibir fraudes a investidores”. Com a auditoria, cuja previsão de recursos fiscalizados supera R$ 4 bilhões, “espera-se incrementar a eficácia e efetividade na atuação fiscalizatória e regulatória da CVM”.
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