Os fundos de pensão são parte relevante do patrimônio pessoal dos empregados

Petros é exemplo de descalabro na gestão de fundos – Opinião – Estadão

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Vultosas aplicações foram feitas pela Petros em empreendimentos duvidosos

A reportagem do Estado de domingo sobre o fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás (Petros) é exemplo do custo, para a estatal e seus empregados, da gestão temerária dos recursos de uma entidade previdenciária praticada na era lulopetista. Os critérios políticos predominantes nos governos de Lula e Dilma no emprego dos recursos aplicados provocaram uma investigação criminal – objeto da Operação Greenfield, da Polícia Federal –, constatou o economista Walter Mendes, que há dois anos assumiu a diretoria da Petros.

A Petros é o segundo maior fundo de pensão do País, com ativos de quase R$ 72 bilhões em fevereiro e com quase meio milhão de beneficiários, entre participantes ativos, dependentes e assistidos. O rombo de R$ 28 bilhões no plano PPSP, o mais antigo da Petros, é da ordem de 40% dos ativos totais, o que dá uma ideia das dimensões do problema.

Vultosas aplicações foram feitas pela Petros em empreendimentos duvidosos, como na Sete Brasil, que construiria sondas para explorar petróleo do pré-sal. Outras operações são investigadas por sobrepreço e a Petros pretende ser indenizada pelos gestores que fizeram o negócio.

A cobertura do rombo total da Petros será feita em 18 anos, com aportes adicionais da Petrobrás e de participantes. Empregados na ativa ou participantes dos planos de previdência farão aportes duas a três vezes maiores do que pagavam. Os fundos de pensão são parte relevante do patrimônio pessoal dos empregados. Na Petros, tardiamente os participantes tomaram consciência de que a gestão temerária os afetaria diretamente.

Para que os problemas da Petros não se repitam no futuro, foram revisados todos os investimentos do fundo e criadas regras para a gestão despersonalizada e para a blindagem dos recursos contra decisões de cunho político. Não é tudo, mas parte do caminho para sanear o fundo. “A melhor defesa é a transparência”, diz Mendes.

Problemas vistos na Petros se agravaram nas administrações petistas. Outros fundos estatais como Postalis, dos Correios, e Funcef, da CEF, também foram atingidos. A queda de juros e as oscilações do mercado acionário dificultam correções. As incertezas políticas e a crise que afeta os emergentes exigem rigor na gestão de recursos. É o desafio dos gestores de fundos, notadamente de longo prazo.

https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,petros-e-exemplo-de-descalabro-na-gestao-de-fundos,70002459732

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading