Nota à imprensa 3 de agosto de 2018 Petrobras registra lucro no 1º semestre e reduz seu endividamento
Dívida líquida cai 13% com os desinvestimentosA Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 17 bilhões no primeiro semestre de 2018. O resultado positivo foi influenciado principalmente pelo aumento das cotações internacionais do petróleo, associado à depreciação do real em relação ao dólar. No mesmo período, o endividamento líquido caiu 13% em relação a dezembro de 2017, para US$ 73,66 bilhões.A geração operacional e a entrada de caixa de US$ 5 bilhões com os desinvestimentos, no semestre, foram os principais fatores para a redução da dívida líquida, cujo total passou a corresponder a 3,23 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado), comparado a 3,67 no fim de 2017. Sem a provisão para o acordo da Class Action o indicador seria de 2,86. Com isso, a Petrobras mantém o compromisso de chegar ao fim deste ano na meta de 2,5. O indicador para a métrica de topo de segurança, a Taxa de Acidentados Registráveis (TAR) foi de 1,06 por milhão de homens-hora no final de junho. A Petrobras mantém o compromisso com a métrica já anunciada, de 1,0.Com a redução e a gestão da dívida, a Petrobras diminuiu suas despesas financeiras (a maior parte de juros) em R$ 1,6 bilhão, no semestre, e alongou sua dívida, sem ter um custo maior por isso. O prazo médio de vencimento aumentou de 8,62 para 9,11 anos e a taxa média de juros se manteve em torno de 6%.Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O desempenho das operações da empresa manteve tendência positiva que já vinha sendo registrada em trimestres anteriores, com um lucro operacional 18% maior que o do primeiro semestre de 2017, totalizando R$ 34,5 bilhões, com menores despesas gerais e administrativas e menores gastos com ociosidade de equipamentos. A produção total de óleo e gás foi de 2,7 milhões barris de óleo equivalente por dia (boed) no semestre, em linha com a meta estabelecida para 2018.
Os destaques operacionais foram a entrada em operação do primeiro sistema de produção na área da cessão onerosa, a P-74, no campo de Búzios, e um novo sistema de produção na Bacia de Campos, com o FPSO Cidade Campos dos Goytacazes, no Campo de Tartaruga Verde. Outro destaque foi a chegada da P-67 ao Brasil, que será a oitava plataforma a operar nos campos de Lula/Cernambi. Desde 2017, a Petrobras aumentou em 31% a sua área exploratória, com aquisições nas rodadas de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), priorizando as de maior potencial nas Bacias de Campos e Santos.
Houve ainda redução no volume de vendas no Brasil (principalmente da gasolina, em função de maior concorrência do etanol e do aumento do teor de biodiesel na mistura) e queda no volume de petróleo exportado. A participação da Petrobras no mercado de diesel aumentou de 74%, em 2017, para 87% em junho de 2018. Na gasolina, o aumento foi de 83% em 2017 para 85% em junho de 2018.
Resultados positivos levam a recolhimento de R$ 75,2 bilhões em tributos e participações governamentais
No primeiro semestre de 2018, a Petrobras gerou R$ 75,2 bilhões em tributos e participações governamentais, inclusive royalties, no Brasil, para os três níveis federativos: União, estados e municípios, dando uma importante contribuição à sociedade. A elevação nos preços internacionais do petróleo, de US$ 51,81 na média do primeiro semestre de 2017, para US$ 70,55 neste ano, foi o principal fator que contribuiu para esse aumento de 28% em relação ao primeiro semestre de 2017.
Remuneração aos acionistas
A Petrobras irá antecipar o pagamento aos acionistas na forma de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,05/ação para ambas as classes de ações. O pagamento, no valor total de R$ 652,2 milhões, ocorrerá em 23/08/2018. O valor acumulado das antecipações no primeiro semestre é de R$ 1,3 bilhão.Clique aqui para ver a apresentação.
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