Depois dos professores universitários e engenheiros, falsos sindicalistas estão mirando os funcionários e aposentados da Petrobras. Pelo menos 20 petroleiros receberam ligações dos golpistas usando o nome do Sindicato dos Petroleiros (Sindpetro) para solicitar depósitos referente à uma suposta causa judicial. Pelo menos três deles já caíram no golpe.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O caso foi registrado na 1ª Delegacia (Barris) na quarta-feira (11) e está sendo investigado pela delegada plantonista Jacqueline Cardoso Lopes Santana. A vítima é um petroleiro aposentado. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, ele ainda não foi ouvido. O inquérito foi instaurado e o petroleiro deve ser intimado para que possa prestar esclarecimentos e fornecer dados que auxiliem na investigação.
Outros cinco profissionais de duas categorias distintas também caíram no golpe. Há pouco mais de duas semanas, estelionatários ligaram para professores universitários e engenheiros usando o nome dos sindicatos para solicitar depósitos referente à uma suposta causa judicial, conforme denúncia da Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) e do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-Ba).
O golpe
As vítimas receberam a ligação de uma mulher informando que houve um ganho de causa referente ao Plano Collor e solicitou um depósito na conta de um advogado, que seria do Sindpetro, como condição para receber o montante. “Um dos petroleiros é um idoso e depositou R$ 4.500. Ele está arrasado. Sequer consegue sair de casa de tanta vergonha e decepção”, declarou um dos diretores do Sindpetro, André Araújo. Uma outra pessoa depositou R$ 1 mil e a terceira R$ 900. “Uma das solicitações busca identificar a fonte dos dados, dados estes que nem o próprio sindicato tem acesso”, completou o sindicalista.
Diante da situação, o Sindpetro lançou um comunicado no site e além disso pede que caso o sindicalizado receba esse tipo de ligação, não informe qualquer dado pessoal e entre em contato com o sindicato.
“É um criminoso especial. Ele observa as instituições, as pessoas, a sociedade em geral, qualquer oportunidade e eles vão montar uma estrutura de golpe. Procuram pessoas vulneráveis, que sejam expostas à estrutura do crime e lançam o golpe”, explicou advogado do Sindpetro, Constantino Palmeira.
Professores
As primeiras vítimas dos golpistas foram dois professores universitários. Segundo a Apub, há duas semanas, dois professores receberam ligações nos moldes semelhantes às dos petroleiros: uma mulher disse que os professores teriam que depositar R$ 1mil em uma conta, referente à uma causa ganha. Apenas um fez o depósito.
Assim como o Sindpetro, a Apub pede que qualquer associado que receba ligação com pedido de transação bancária, procure a associação para se certificar do que se trata.
Engenheiros
Já o Senge-Ba disse que três engenheiros receberam a ligação dos estelionatários. Os falsos sindicalistas pediram um depósito no valor de R$ 2 mil na conta de um advogado, que seria da Senge-ba, como condição para receber o montante.
Segundo o presidente do sindicato, Ubiratan Félix, todo os três engenheiros que receberam a ligação chegaram a efetuar os depósitos, mas até agora só um deles conseguiu com o banco recuperar o dinheiro. Os criminosos também alteram o telefone do sindicato na página no Google.
Collor
Um outro sindicalizado do Senge-ba percebeu o golpe. Um engenheiro que recebeu a ligação não tinha nenhuma ação relativa ao Plano Collor e acionou o sindicato.
Em seu site, o Senge faz um alerta. “Recomendamos que, caso receba esse tipo de ligação, não informe qualquer dado pessoal e entre em contato com o Senge”, diz o aviso. O sindicato registrou uma queixa na 9ª Delegacia (Boca do Rio).
A Polícia Civil informou que casos de estelionato são investigados pelas delegacias dos bairros que atendem às áreas onde houve a ocorrência.
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