A Subsecretaria do Regime de Previdência Complementar promoveu no dia 4 de maio de 2018 uma audiência pública para discutir o futuro do Regime de Previdência Complementar no segmento operado pelas entidades fechadas (fundos de pensão).
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Participação de Sérgio Salgado pela AMBEP.
Pesquisadores, gestores e especialistas sugerem mudanças no sistema de Previdência Complementar
Da Redação (Brasília) – A necessidade de se pensar em um novo modelo de previdência complementar foi o eixo que norteou as discussões entre os palestrantes que participaram da audiência pública para debater o futuro do Regime de Previdência Complementar no segmento operado pelas entidades fechadas (fundos de pensão). O encontro foi promovido pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, nesta sexta-feira (4), em Brasília.
O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, que participou e coordenou a mesa de debates do evento, afirmou que “a ideia de se promover essa audiência pública surgiu com o objetivo de permitir que sociedade, gestores e especialistas ajudem o país a expandir e a aprimorar a previdência complementar no Brasil”.
Durante as três palestras, os três especialistas convidados afirmaram que a Previdência deve ser discutida de maneira integrada, em que cada regime – geral, próprio e complementar – tenha impacto no outro. “Uma reforma na Previdência Social reflete nas políticas de Previdência Complementar, como mostra a criação da Funpresp”, relatou Luís Eduardo Afonso, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP).
Outros pontos que foram abordados pelos palestrantes para aprimorar o sistema de previdência complementar foram: adesão compulsória a planos de benefícios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) – hoje, somente é permitido na Funpresp; aumento do incentivo tributário; desburocratização da gestão permitindo que as EFPC possam oferecer mais alternativas de planos voltados às necessidades da atual geração de trabalhadores; investimento em campanhas de educação financeira; fortalecimento do órgão responsável pela supervisão e fiscalização do regime; e compartilhamento de risco em relação à longevidade.
Sobre o último tema, ele já foi pauta do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). Foram apresentadas propostas sobre o compartilhamento do risco de longevidade por parte das instituições. Atualmente, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar já podem contratar uma seguradora para os riscos de morte e invalidez. A proposta foi que, caso julguem necessário, também possam terceirizar o risco da longevidade.
Para o advogado Adacir Reis, do Instituto Santiago Dantas de Direito e Economia, as EFPC tem o desafio de sobreviver e crescer no cenário atual. “O sistema tem que buscar produtos (planos) mais flexíveis e manter a essência da previdência, que é de longo prazo”.
Durante a última palestra, Antônio Gazzoni, diretor da Mercer Human Resources Consulting, fez observações em relação às previdências complementares abertas e fechadas. “O Brasil é o único país que diferencia a previdência complementar em dois segmentos. São dois sistemas que deveriam operar juntos e não concorrer entre si”, afirmou Gazzoni, se referindo à previdência aberta, operada em sua maioria por bancos e aberta a qualquer cidadão; e a previdência fechada administrada por fundos de pensão e restrita a funcionários de empresas ou órgãos públicos e associados de entidades representativas de classe, profissionais ou setorial, como a OAB. Gazzoni apresentou ainda proposta para um novo modelo com vistas às novas gerações que estarão entrando no mercado de trabalho em 2020.
Ao final, houve um debate com a colaboração dos mais de 100 participantes da audiência – público formado especialistas, membros da academia, por representantes de fundos de pensão, bancos e associações representativas de participantes, assistidos, patrocinadores e entidades do setor.
Foram apresentadas 21 documentos com mais de 30 diferentes proposições para ajuste de curto prazo e outros de prazo maior para sua consecução visando o aprimoramento do atual regime e subsídios para um futuro regime.
O evento foi realizado com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas públicas para o sistema de Previdência Complementar, considerando as novas relações de trabalho e o novo perfil dos trabalhadores.
Vídeos com a íntegra da Audiência Pública em TV Previdência
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