Petros aumenta flexibilidade com revisão das políticas de investimentos

• Estratégia global é elevar o grau de liquidez e obter agilidade para aproveitar janelas de oportunidades ou reduzir eventuais riscos de mercado

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• No PPSP, plano maduro, de benefício definido, objetivo é aumentar as alocações em renda fixa ativa e renda variável líquida, combinando expectativa de retorno e liquidez

• No PP-2, de contribuição variável, plano jovem de grande porte, foco é ampliar o processo de diversificação da carteira, com a possibilidade de alocação em ativos que maturem em prazos mais longos

A Petros revisou suas políticas de investimentos para os próximos cinco anos (2018-2022), período em que a estratégia de promover uma gestão mais ativa será viabilizada por meio de maior flexibilidade na carteira de investimentos, em linha com uma cultura de asset management implantada na Fundação desde a chegada da atual Diretoria Executiva. Aprovadas em dezembro pelo Conselho Deliberativo, as políticas se baseiam num cenário de mercado de considerável volatilidade ao longo dos próximos dois anos, o que determinou a estratégia adotada.

“Desde 2017 buscamos um bom grau de liquidez, seja para aproveitar janelas de oportunidades de compra de ativos a preços descontados, seja para ter agilidade na redução de risco das carteiras. As políticas atuais reforçam esse compromisso”, destaca o diretor de Investimentos, Daniel Lima.

As novas diretrizes das políticas de investimentos da Petros apontam, sobretudo, para uma gestão cada vez mais ativa da carteira de renda fixa e a troca de parte da renda variável de liquidez restrita por posições mais líquidas. O mercado de crédito, tanto primário quanto secundário, está no radar da Petros, primando pela disciplina na seleção dos papéis e visando obter prêmios de risco adequados.

“O processo de análise e tomada de decisão hoje está efetivamente estruturado, explorando critérios objetivos/quantitativos e também qualitativos a respeito dos emissores, setores etc. Para cada realocação de ativos, é fundamental que determinemos o impacto gerado no perfil de risco/retorno da carteira dos planos. Na parte qualitativa, aspectos ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa, na sigla em inglês) passam a ser integrados às análises de riscos”, detalha o diretor.

Ainda como forma de diversificação, as políticas preveem a possibilidade de investimentos no exterior, porém limitando a alocação máxima a 1% no Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), de benefício definido, e a 2% no Plano Petros-2 (PP-2), de contribuição variável. No caso específico do PP-2, por se tratar de um plano jovem, há a possibilidade de aumento de investimentos com lastro em imóveis.

“Somos investidores financeiros. Todas as classes de investimentos serão consideradas, tendo como premissa ativos que remunerem de maneira apropriada pelos riscos assumidos”, complementa Lima.

Para aumentar a flexibilidade na gestão das carteiras, foi ajustada também a política de alçada de aprovação de investimento e desinvestimento, principalmente em ativos líquidos, a fim de obter agilidade para capturar oportunidades de mercado adequadas ao perfil dos planos, com destaque para a negociação de títulos públicos.

PPSP: combinação de expectativa de retorno e liquidez

Para o Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), de benefício definido, dada a sua maturidade e a desproporcional concentração da carteira em ativos com liquidez restrita, desalinhada com seus compromissos futuros, a estratégia de alocação passa a ter como foco a dinâmica do passivo do plano, privilegiando investimentos que possuam a combinação do retorno adequado e privilegie a liquidez necessária. Por isso, será dada continuidade ao processo de desinvestimento em participações de baixa liquidez e de parte dos ativos imobiliários. “Temos planos, por exemplo, de levar 10 imóveis a leilão nos próximos meses”, acrescenta Lima.

Em linha com o objetivo de reduzir a participação em renda variável, a estratégia de desinvestimento em ativos sem liquidez adotada desde 2017 já havia resultado em uma mudança de 34% (dez/2016) para 23% (dez/2017), já próxima do alvo de 20% estabelecido para o quinquênio da atual política. Contribuíram para esse resultado as vendas de CPFL, FIP Florestal (Eldorado) e Itaúsa.

Em relação aos parâmetros máximo e mínimo, houve ajustes na renda fixa, elevando de 40% para 45% a participação mínima neste segmento. Há possibilidade, ainda, de investimentos no exterior com limite máximo de 1% de alocação, de forma a contribuir para a diversificação da carteira, objetivando superar sua meta atuarial.

No segmento de investimentos estruturados, caso dos Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), a Petros segue com a estratégia de não realizar novos aportes com recursos do PPSP. Inclusive, o limite máximo permitido de participação deste segmento na carteira do plano foi reduzido de 7% para 5%.

Investimentos do PPSP Alocação 2017-2021 2018-2022
(Dez/2016) (Dez/2017) % Mínimo % Máximo % Alvo % Mínimo % Máximo % Alvo
Renda fixa 48% 61% 40% 75% 71% 45% 75% 70%
Renda variável 34% 23% 10% 35% 20% 10% 35% 20%
Investimentos estruturados 5% 3% 0% 7% 0% 0% 5% 1%
Investimentos no exterior 0% 0% 0% 0% 0% 0% 1% 0%
Imóveis 8% 8% 4% 8% 5% % 8% 5%
Empréstimos a participantes 5% 5% 2% 8% 4% 2% 8% 4%


PP-2: maior diversificação da carteira para retorno acima da meta

No Plano Petros-2 (PP-2), plano jovem, de contribuição variável, o objetivo é intensificar o processo de diversificação da carteira e superar a meta atuarial, com a possibilidade de alocação em ativos com prazos mais longos. Em função da característica do passivo, o limite máximo de alocação na renda fixa caiu de 100% para 90%. Já na renda variável, o limite mínimo subiu de zero para 5%.

Em relação aos investimentos estruturados, poderão ser consideradas oportunidades de investimentos até o limite máximo de 5% de alocação neste segmento. Ainda como forma de diversificação, foi mantida a possibilidade de investimentos no exterior, limitando a 2% a alocação máxima nesta modalidade e há possibilidade de aumento de aplicações no segmento de imóveis.

Investimentos do PP-2 Alocação 2017-2021 2018-2022
(Dez/2016) (Dez/2017) % Mínimo % Máximo % Alvo % Mínimo % Máximo % Alvo
Renda fixa 84% 81% 60% 100% 77% 65% 90% 74%
Renda variável 7% 11% 0% 20% 15% 5% 20% 15%
Investimentos estruturados 2,50% 2% 0% 4% 0% 0% 5% 1%
Investimentos no exterior 0% 0% 0% 2% 1% 0% 2% 1%
Imóveis 2,50% 2% 0% 5% 3% 0% 5% 5%
Empréstimos a participantes 4% 4% 2% 8% 4% 2% 8% 4%


Clique aqui para acessar as Políticas de Investimentos 2018-2022

 

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