Poucos momentos são tão importantes na vida de uma mulher quanto o momento da gestação. Compreendido entre a concepção e o parto, esse período se caracteriza por uma série de modificações, tanto no aspecto físico quanto no emocional.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O Projeto Parto Adequado é uma iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI). Conta com o apoio do Ministério da Saúde (MS) e tem por objetivo mudar o modelo de atenção ao parto, promovendo o parto normal e qualificando os serviços de assistência no pré-parto, parto e pós-parto, diminuindo a realização de cesarianas desnecessárias, melhorando a segurança da paciente e o cuidado com as mães e os bebês.
Buscando uma assistência de excelência ao parto, a AMS apoia o Projeto Parto Adequado e em parceria com a Clínica Perinatal de Laranjeiras e a Clínica Perinatal da Barra da Tijuca, no município do Rio de Janeiro, oferece todo o suporte necessário às suas beneficiárias, através do acompanhamento de todo o período gestacional, parto e pós-parto por meio de uma equipe multidisciplinar composta por profissionais experientes, qualificados e com atenção e cuidado humanizados, em um ambiente especialmente preparado para o acolhimento da futura mamãe e seu bebê.
Para que possamos atender às gestantes residentes fora do Rio de Janeiro, em breve, a AMS ampliará sua cobertura levando o Projeto Parto Adequado para outros municípios e estados em parceria com maternidades credenciadas que estejam aptas a participar do projeto.
Por que e para que um Projeto de Parto Adequado?
– No Brasil, a taxa de cesarianas na saúde privada é de 84% e na saúde pública chega a 40%.
– Quando não há indicação médica, a cesariana aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.
– Cerca de 25% dos óbitos de recém-nascidos e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.
– Atualmente participam do Projeto Parto Adequado em todo o Brasil 136 maternidades e 68 operadoras de planos de saúde.
– Nos 18 meses iniciais do projeto foi possível evitar a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias.
(Dados da ANS disponíveis em: http://www.ans.gov.br/gestao-em-saude/projeto-parto-adequado)
Qual o melhor tipo de parto?
Nem sempre é possível antecipar qual o melhor tipo de parto para a gestante, pois vários fatores contribuem para a indicação. Dentre os quais, destacam-se as condições de saúde da mãe e do bebê, a posição da criança dentro do útero e a estrutura da bacia da mãe. O importante é que a gestante se mantenha tranquila e converse com o seu médico sobre a melhor opção de parto.
O Parto Normal
O parto normal é o método natural de nascer durante o qual a mãe produz substâncias capazes de proteger o recém-nascido e favorecer a amamentação, por isso é importante que a mulher entre em trabalho de parto.
É indicado a todas as gestações que não possuem contraindicações. A mãe irá sentir as primeiras contrações e deverá se conduzir até a maternidade, onde será acompanhada por um médico obstetra e enfermeiras obstetras.
A recuperação é mais rápida, sem maiores limitações e incômodos, pois nesse tipo de parto, a saída do bebê ocorre de forma natural, pois é impulsionado pelas contrações uterinas, além de ser menor o risco de hemorragia e infecção.
A amamentação normalmente ocorre com mais facilidade devido aos hormônios que são liberados durante o trabalho de parto normal. Também existem vantagens para o bebê, como a redução dos riscos de desenvolver problemas respiratórios e de adquirir infecções.
Contudo, algumas mulheres apresentam contraindicação para este tipo de parto devido a condições de saúde preexistentes ou por complicações que ocorrem durante o trabalho de parto havendo, neste caso, há indicação para a realização da cesariana.
O Parto Cesáreo
No parto cesáreo, a retirada do bebê ocorre por meio de uma cirurgia.
Preferencialmente, somente deve ser indicado em situações em que o parto normal traga maiores riscos para mãe ou para o bebê, como quando não há dilatação vaginal, quando o bebê não se encontra na posição adequada, quando há sangramentos vaginais, quando o bebê é muito grande, entre outros casos particulares que deverão ser avaliados pelo médico que a acompanhou no período de pré-natal ou durante o trabalho de parto.
A cesariana, quando indicada por razões clínicas, é uma cirurgia segura e com baixa frequência de complicações graves. No entanto, quando realizada sem uma indicação médica que a justifique, apresenta riscos de complicações cirúrgicas, como infecções e hemorragia, que podem resultar em morte materna.
Quanto ao recém-nascido, podem ocorrer lesões no momento da retirada do bebê ou outras complicações após o nascimento como infecções e pneumonias, riscos de prematuridade e internação em UTI, nos casos em que a cirurgia é feita antes de 39 semanas de gestação, além de aumentar em 120 vezes a chance do bebê apresentar dificuldade respiratória quando a cirurgia é realizada entre 37 e 38 semanas de gestação.
Preferencialmente, o parto, mesmo o agendado, deve se dar entre a 39ª e 40ª semana de gestação. Agendar uma cesárea de baixo risco, antes desse período pode aumentar a possibilidade de problemas relacionados à prematuridade do bebê.
Por isso, antes de qualquer decisão, converse com o seu médico sobre os benefícios do parto normal.
É importante saber que a mãe poderá se valer do princípio da autonomia e escolher o tipo de parto que prefere. Mas é necessário que assine o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido informando qual o tipo de parto que deseja.
Persistindo dúvidas não hesite em voltar a discutir com seu médico sobre os riscos e benefícios que afetam a sua segurança e a do bebê.
Como participar do Projeto Parto Adequado?
Depois de confirmada a gestação, a futura mamãe poderá iniciar o pré-natal em uma das duas unidades da Clínica Perinatal.
O agendamento da primeira consulta será realizado por telefone, mas em curto espaço de tempo também poderá ser realizado on line.
Na primeira consulta será apresentado o projeto, seus objetivos e os membros da equipe. A gestante receberá o Cartão da Gestante onde serão anotadas as principais informações sobre a evolução da gestação. Com este cartão a gestante será identificada na instituição hospitalar e receberá atendimento qualificado e focado nos objetivos do Projeto Parto Adequado. Será entregue também a Cartilha da Gestante contendo as informações mais relevantes para leitura e consulta.
Durante o pré-natal serão realizados encontros de grupo de gestantes com a participação da equipe multidisciplinar e também com os obstetras. Nestes encontros serão esclarecidas as dúvidas em relação à gestação, ao parto e ao pós-parto, além dos cuidados necessários com o recém-nascido.
No decorrer do pré-natal será agendada também uma visita às instalações da maternidade para que os pais conheçam todos os ambientes e se sintam mais seguros para quando chegar o grande dia.
Durante todo o trabalho de parto, a gestante será atendida por uma equipe multidisciplinar altamente qualificada e por um obstetra da equipe que além do acompanhamento de todo o trabalho de parto indicará o tipo de parto adequado à gestante e ao seu bebê.
Deixar a gravidez se desenvolver por completo e aguardar o início do trabalho de parto permitirão que o seu bebê, naturalmente, tenha melhores chances de nascer e crescer com mais saúde.
Bebês nascidos a partir da 39ª semana de gestação (gravidez a termo) são mais saudáveis e têm menos chances de precisarem de UTI após o nascimento.
E lembre-se: quando o assunto é Parto Adequado, informação é primordial.
A futura mamãe tem o direito de ser informada e ser parte ativa na decisão do tipo de parto.
Saiba mais sobre o Projeto Parto Adequado no link:
http://www.ans.gov.br/gestao-em-saude/projeto-parto-adequado.
Em caso de dúvidas entre em contato com a AMS através do telefone: 0800-287-2267
Por que e para que um Projeto de Parto Adequado?
https://ams.petrobras.com.br/portal/ams/beneficiario/projeto-parto-adequado-1.htm
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