Fundação vai processar ex-dirigentes

A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, vai abrir processos contra ex-dirigentes da entidade. O objetivo é que eles sejam responsabilizados judicialmente por problemas na gestão dos investimentos.

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Sem citar nomes ou mencionar especificamente o conteúdo das denúncias, o atual presidente Walter Mendes quer agilizar essas ações. Alvo da CPI dos fundos de pensão e da Operação Greenfield, que investiga desvios nos fundos de pensão, a Petros tem denúncias de ingerência política, maus investimentos e corrupção.

“Da nossa parte, contratamos escritórios de advocacia para fazer processo de responsabilização. Levaram um certo tempo para fazer esse trabalho. Nós vamos começar a abrir processos contra os dirigentes anteriores”, afirmou Mendes, durante seminário sobre controles internos, no Rio. Segundo o executivo, as ações devem ser apresentadas “em breve”.

A medida ocorre em paralelo ao encaminhamento das conclusões de investigações internas do fundo de pensão para o Ministério Público Federal (MPF), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e também a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Desde que Mendes assumiu, em setembro de 2016, a Petros criou comissões internas de investigação – hoje são 15 apurações- e logo que são concluídas, as conclusões são enviadas às autoridades.

“Não é um trabalho simples e exige muita responsabilidade. Você não pode acusar ninguém sem ter evidências. E nem sempre você consegue estas evidências de forma tão clara que permita a você ir para a Justiça. Vai ser um caso ou outro que a vamos conseguir”, afirmou, sem detalhar.

Mendes também aguarda a aprovação das autoridades para dar início ao plano de equacionamento da entidade ainda este ano. Os recentes resultados positivos, no entanto, não poderão ser aplicados para reduzir o valor a ser equacionado pela patrocinadora e pelos participantes, de R$ 27,7 bilhões.

“O equacionamento foi feito relativo ao déficit ocorrido até 2015 e depois apenas atualizamos o valor até dezembro de 2017”, disse. Se a fundação gerar superávits expressivos, é possível negociar uma redução com a Previc, mas não há previsão para isso.

No ano até setembro, o PPSP, plano de benefício definido, subiu 8,51%, acima da meta de 6,22%. No PP-2, de contribuição definida, o ganho foi de 8,18% – objetivo é de 6,10%.

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