Abrapp responde a artigo publicado em O Estado de São Paulo

Em resposta assinada pelo Diretor Presidente, Luís Ricardo Marcondes Martins (Foto), a Abrapp contesta análise e desmente afirmações de artigo publicado no último dia 15 de novembro em O Estado de São Paulo com o título “A Outra Previdência” – de autoria de Érica Gorga. A resposta da Abrapp traz uma posição firme em defesa do sistema de Previdência Complementar Fechado e rebate as afirmações frágeis, genéricas e “distantes da verdade” expostas pela autora.

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“Nada mais longe da verdade, por exemplo, do que a afirmação feita no texto de que ‘não há debate sério sobre o déficit’. O assunto foi profunda e extensamente debatido por quase 2 anos em comissões técnicas e especiais da Abrapp, em reuniões com autoridades em diferentes instâncias e, por fim, no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)”, traz a resposta. E continua explicando que, como resultado de todo esse processo de discussão, foi aprovada a Resolução CNPC nº 22/2015, que modernizou as regras de solvência dos planos de benefícios ao fazer os limites dos desequilíbrios atuariais obedecerem ao horizonte médio dos passivos.

O artigo simplesmente ignora os resultados positivos dos investimentos e o crescimento dos ativos totais do sistema que atingiram R$ 826 bilhões em agosto, segundo Consolidado Estatístico da Abrapp. No período de 15 anos, as EFPCs tiveram rentabilidade acumulada de 616,73%, bem superior à taxa atuarial (TMA) de 459,56%, e acima também do CDI de 496,64%, e do Ibovespa, de 528,84%, no período. É portanto, um sistema sólido, que paga cerca de R$ 42 bilhões anuais em benefícios para 700 mil assistidos. O nível atual de déficit não é atribuído em nenhum momento do referido artigo à profunda crise econômica que atinge o país desde 2014.

Problemas pontuais – A resposta da Abrapp contesta a generalização contida no artigo de que problemas pontuais sejam regra para todo o sistema. “A análise contida no artigo refere-se a algumas poucas fotos e não ao filme, uma falta de amplitude que condena e faz cometer erros”, diz o texto assinado por Luís Ricardo. E continua repudiando a análise superficial do artigo: “generalizar apontando a exceção como regra, o pontual como comportamento quase generalizado, é um evidente exagero que repelimos vivamente”.

No final, o texto da Abrapp dá conta ainda das ações que as entidades citadas no artigo estão realizando para reaver perdas ocorridas em momentos passados, como é o caso de Postalis e Funcef. “É simplesmente absurdo afirmar que as entidades não estão buscando serem ressarcidas, ao mesmo tempo em que punidos os gestores aos quais se possa atribuir culpa. O Postalis, por exemplo, luta inclusive na Justiça dos EUA contra um banco norte-americano que teria cometido à revelia da entidade investimentos de alto risco”.

O texto se posiciona ainda a favor da publicação de informações que um jornal de grande reputação, como é o caso de O Estado de São Paulo, deveria priorizar para atender a seus leitores. “Esses são os fatos que devem ser levados aos leitores de um jornal que prima pela qualidade do jornalismo que pratica”.
Clique aqui para ler a resposta da Abrapp na íntegra.

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