18.10.17 – 18h52
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Rogério Manso disse nesta quarta-feira, 18, que “nunca precisou de apoio político para progredir” na carreira. Indignado com a citação ao seu nome pelo ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) como suposto arrecadador de propinas na estatal petrolífera, Manso afirmou que “jamais realizou ou permitiu que alguém realizasse qualquer ato ilícito”.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!“Durante minha carreira, incluindo o período em que fui responsável pela área de Abastecimento, jamais realizei ou permiti que alguém realizasse qualquer ato ilícito ou que pudesse prejudicar a Companhia a que servi, com orgulho, durante 28 anos”, enfatizou Rogério Manso.
Pedro Corrêa é réu e preso da Operação Lava Jato. Em delação premiada que fechou com a Procuradoria-Geral da República, em busca de benefícios como redução de pena e a liberdade, ele afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “tinha pleno conhecimento da arrecadação de propinas no âmbito do Mensalão” e que o petista participou da indicação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Segundo o ex-deputado, Lula “tinha a convicção e certeza de que os partidos iriam usar essas pessoas [indicados a cargos em estatais] e iriam arrecadar junto aos empresários recursos para fazer campanha política”.
Pedro Corrêa citou Manso. “Foi marcada a reunião, no gabinete e na presença do presidente Lula, estavam presentes eu, o ex-deputado e líder do PP Pedro Henry, o ex-deputado e tesoureiro do PP José Janene, o ministro das Relações Institucionais Aldo Rebello, o ministro da Casa Civil José Dirceu e o então presidente da Petrobras José Eduardo Dutra. Rogério Manso respondia a José Eduardo Dutra, inclusive arrecadava propina a este, motivo pelo qual a demora da nomeação pode ser justificada. Nesta reunião, o principal diálogo que se deu entre o presidente Lula e o então presidente da Petrobras José Eduardo Dutra foi relacionado à demora na nomeação de Paulo Roberto Costa. Lula questionou a demora para a nomeação de Paulo Roberto Costa por José Eduardo Dutra, o qual disse que essa cabia ao Conselho de Administração da Petrobras. Na ocasião, Lula disse a Dutra para mandar um recado aos conselheiros que se Paulo Roberto Costa não estivesse nomeado em uma semana, ele iria demitir e trocar os conselheiros da Petrobras”, relatou.
“Nunca precisei de apoio político para progredir; como empregado concursado e com experiência nas áreas em que atuei, sempre exerci minhas atribuições de forma leal e honesta”, reagiu Rogério Manso, em declaração à reportagem.
O ex-diretor da estatal petrolífera defende “consequências” para o delator. “Prevalecendo a justiça, espero que as declarações difamatórias de Pedro Corrêa gerem consequências em sua delação, em linha com o artigo 19 da lei 12.850/2013.”
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