Petros traz ex-fundação Itaú para ser novo diretor de investimentos

O economista Daniel Lima foi escolhido como novo diretor de investimentos da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, apurou o Valor. O executivo trabalhava há pouco mais de um ano como gestor de ativos e passivos (ALM) da fundação Itaú Unibanco, fundo de pensão do banco que tem mais de R$ 26 bilhões em investimentos. Antes disso, foi diretor de investimentos da Odebrecht Previdência, cargo que ocupou por quatro anos, entre 2012 e 2016.

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A previsão é que Lima seja habilitado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) em algumas semanas. Na sequência, ele será empossado na fundação. O novo diretor de investimentos, já aprovado pelo conselho deliberativo, substituirá Mauricio Gutemberg, que renunciou ao cargo na entidade em maio deste ano, alguns meses depois de assumi-lo, em novembro de 2016. Desde então, o presidente da Petros, Walter Mendes, acumulou os cargos. A contratação foi conduzida pela Heidrick & Strugles, empresa especializada no recrutamento de altos executivos.

O novo diretor da Petros tem graduação em economia pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado pela PUC-Rio e é PhD pela Universidade da Califórnia. Lima foi também professor no Insper, na Universidade Corporativa da Previdência Complementar (UniAbrapp) e no MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O executivo terá como missão tornar os investimentos da Petros mais líquidos diante da necessidade de pagamentos de pensões com um plano de benefício definido, o PPSP, já maduro. A carteira do plano BD se mostra pouco flexível: pouco mais de 50% dela é realmente líquida, com títulos públicos e ações de mercado, disse Mendes, em entrevista recente ao Valor. O restante são ativos com pouca ou baixíssima liquidez, como imóveis ou fundos de investimentos em participações. É nele também que está concentrada a maior parte dos investimentos mal-sucedidos da fundação. Competirá também a Lima, ao lado de Mendes, a função de tentar recuperá-los – pelo menos parte deles.

Com um patrimônio de cerca R$ 60 bilhões apenas no PPSP, a fundação anunciou há um mês um plano de equacionamento para cobrir o seu déficit, que alcança R$ 27,7 bilhões. Apesar de não ser suficiente para reverter o rombo, o ano tem sido positivo para a Petros, assim como para outros fundos de pensão. O PPSP teve rentabilidade de 6,3% no ano até agosto, resultado acima da metal atuarial para o período, de 5,55%.

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