Previ avalia proposta de arbitragem coletiva contra Petrobras

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, avalia a viabilidade da arbitragem coletiva aberta contra a Petrobras. Segundo o presidente da entidade, Gueitiro Genso, a adesão virá somente após uma “avaliação cuidadosa” do fundo de pensão.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

“No passado, já tivemos pareceres jurídicos de que não faria sentido ingressarmos. Avaliaremos com cuidado”, disse. O executivo afirmou, ainda, que a Previ não ingressará em nenhuma “aventura jurídica”.

O Valor publicou na quarta-feira uma reportagem informando que a “arbitragem coletiva” aberta por investidores contra a Petrobras na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM), da B3, tem o potencial de pleitear até R$ 20 bilhões da estatal em indenizações, caso os principais fundos de pensão que já tiveram ações da companhia resolvam aderir ao processo. A Previ é um deles, junto de Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal) e da Petros (dos funcionários da própria Petrobras).

O escritório de advocacia Modesto Carvalhosa entrou com o processo representando um grupo de investidores, mas aceitará adesões de quem negociou ações da companhia entre janeiro de 2010 e julho de 2015. A ideia é replicar, na medida do possível, a ação coletiva movida contra a estatal nos Estados Unidos, que representa investidores que negociaram ADRs da companhia no mesmo intervalo.

As associações de pensionistas dessas entidades calculam que eles teriam direito a indenizações expressivas. No caso do Petros seria de R$ 7 bilhões. A Previ teria R$ 5 bilhões. Já a Funcef, mais R$ 3 bilhões. O processo pode crescer caso tenha ainda a adesão do BNDES.

Até o momento, a ação, que é sigilosa, teve a adesão de mais de 200 investidores pessoas físicas e mais de 20 fundos de investimento, alguns deles com posição relevante na companhia. O Valor apurou que, juntos, eles calculam ter perdido cerca de R$ 5 bilhões com ações da companhia no período. Esse prejuízo, diz o processo, foi causado por ações da Petrobras que violaram as leis do mercado de capitais, como atraso na publicação de balanços e divulgação de informações falsas ao mercado.

Outros investidores podem aderir ao processo até que os árbitros sejam definidos pelas partes. Isso deve acontecer dentro de um ou dois meses. É o que os advogados estão chamando de “período para adesão.”

http://www.valor.com.br/empresas/5147280/previ-avalia-proposta-de-arbitragem-coletiva-contra-petrobras?utm_medium=Social&utm_campaign=Compartilhar&utm_source=E-mail

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.