RIO – (Atualizada às 15h42) O consórcio formado por Petrobras (operadora, com 50%) e a americana ExxonMobil (50%) arrematou os seis últimos blocos ofertados durante a 14ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (27) no Rio de Janeiro, no momento mais disputado do certame.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!As companhias pagarão R$ 3,55 bilhões pelas seis áreas, localizadas na Bacia de Campos, elevando significativamente a arrecadação total do leilão.
O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, reconheceu que os lances feitos no último setor da Bacia de Campos (RJ), que causaram virada no resultado, foram “acima do esperado” pela autarquia. Entretanto, ele ressaltou que as áreas eram atrativas para o mercado. “[As] propostas no fim foram acima do esperado, mas não estavam fora do radar que se tinha pela atratividade das áreas ofertadas”, resumiu ele, após o leilão.
O consórcio ofereceu R$ 2,2 bilhões de bônus pelo bloco C-M-346 – o maior bônus por bloco do leilão – batendo, na disputa, os consócios Shell/Repsol, Total/BP e a chinesa CNOOC.
A Petrobras/ExxonMobil também ofereceu R$ 1,2 bilhão pelo bloco C-M-411, batendo na disputa os consórcios Total/BP e Shell/Repsol.
Em outra disputa, a Petrobras/ExxonMobil venceu a australiana Karoon, oferecendo R$ 31 milhões pelo bloco CM-344.
O consórcio formado pela estatal e pela americana arrematou outros três blocos sem disputa: C-M-413, C-M-210 e C-M-277, com bônus de R$ 65 milhões, R$ 13 milhões e R$ 40,9 milhões, respectivamente.
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que a participação da companhia na 14ª Rodada confirmou a posição da empresa de ser seletiva e buscar oportunidades para manter suas reservas num “nível adequado”. “Fomos realmente seletivos. Não ganhamos todas. Isso demonstra que estamos pagando aquilo que achamos que vale”, disse.
Parente avalia que “há possibilidade” de existência de pré-sal nas áreas adquiridas na Bacia de Campos e destaca a concorrência pelos ativos com empresas “de primeiro quilate”, como Shell, Repsol, CNOOC, Total, BP e Karoon. “Isso demonstra o valor desses blocos que estavam sendo leiloados”, afirmou.
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