Presidente da estatal diz que quer concluir a renegociação com o governo o mais rápido possível.
O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, declarou nesta quarta-feira (20) que a Petrobras poderia ser credora de mais de US$ 12 bilhões com o governo federal ao final do processo do contrato de cessão onerosa. O presidente da empresa, Pedro Parente, disse que a petroleira quer concluir a renegociação o mais rápido possível.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A cessão onerosa refere-se ao contrato da União e Petrobras para a exploração de 5 bilhões de barris de óleo equivalente sem licitação na época da capitalização da companhia, em 2010. Contudo, naquele momento, a petroleira pagou à União o equivalente a US$ 42,5 bilhões.
O contrato previa também uma renegociação anos depois para atualização de variáveis como câmbio e preços do petróleo, o que poderá resultar em pagamentos para a estatal ao fim do processo.
O governo federal avalia como razoável uma estimativa de US$ 12 bilhões, feita pelo banco UBS, sobre o total que a Petrobras teria que receber ao final do processo de renegociação com a União, disse o ministro, em entrevista à Bloomberg, nesta quarta-feira.
“Eu acho que vai ser mais do que isso, mas quanto mais eu não sei. Não gosto de colocar números”, disse o ministro, referindo-se a uma estimativa do UBS.
Esse valor estimado pelo UBS, no entanto, está distante do que a Petrobras quer receber, segundo o ministro.
Em Nova York, o presidente da Petrobras afirmou que a companhia está aguardando “o governo indicar os seus negociadores” para poder “começar o processo formal de negociação”.
“De nossa parte, estamos absolutamente preparados para começar e terminar essa negociação… queremos terminar o mais cedo possível. Quando será isso, não depende só de nós”, disse o presidente da Petrobras.
Paralelamente, Parente disse que o oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora está avançando.
Você precisa fazer login para comentar.