O equacionamento de déficit para o Plano Petros do Sistema Petrobras vai afetar 64 mil aposentados e 13 mil da ativa
Ramona Ordoñez e Bruno Rosa12/09/17 – 21h06
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!RIO – A Petrobras informou que o seu fundo de pensão, a Petros, apresentou hoje o plano de equacionamento de déficit para um de seus planos, o Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), que será de R$ 27,7 bilhões ao fim deste ano. Desse total, a Petrobras vai arcar com R$ 12,8 bilhões; e a BR, com outros, R$ 900 milhões. Os contribuintes ativos e autopatrocinados (quem contribui com a sua parte e da patrocinadora) vão pagar R$ 6,3 bilhões. Os assisistidos vão ter de pagar R$ 7,7 bilhões. Assim, os aposentados e os ativos vão arcar com 50,55% da conta.
A medida vai afetar 64 mil aposentados e 13 mil da ativa. O desconto vai variar de acordo com o salário, semelhante ao Imposto de Renda. Assim, quem ganha R$ 10 mil na ativa, terá um acréscimo de desconto no plano da Petros de 13,5%. Já quem ganha R$ 5 mil, por exemplo, descontará 4,73% a mais. Já o aposentado, com benefício de R$ 10 mil, terá uma contribuição a mais de 19,2%. Por sua vez, o aposentado que ganha R$ 5 mil terá um acréscimo de 6,7%. Já o pensionista com salário de R$ 2 mil terá que contribuir a mais com 4,5%.
O Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) é um plano de benefício definido e foi criado em 1970. De acordo com a Petros, o déficit teve como principais causas “ajustes estruturais de natureza atuarial (como atualização do perfil das famílias e melhoria da expectativa de vida dos participantes e assistidos), acordos e provisões judiciais, além de impactos da conjuntura econômica sobre os investimentos, que refletiram em rentabilidade abaixo da meta atuarial, como ocorreu com boa parte dos fundos de pensão”.
O presidente da Petros, Walter Mendes, disse que esse pagamento extra será feito ao longo dos próximos 18 anos. Ele informou que 40% do défcit está relacionado a questões estruturais e os outros 60% estão ligados à rentabilidade insuficiente dos investimentos. Segundo ele, entre os 60% estão incluídos maus negócios, o que abrange casos de corrupção que estão sendo apurados por 11 comissões de sindicâncias internas. Ele disse que não há como calcular o valor relativo aos casos de corrupção.
– Esse tipo de plano, com benefício definido, tende a se tornar deficitário. É uma notícia ruim, mas o ajuste é necessário. É como um elevador que dá defeito. É preciso solucionar para depois buscar as causas – disse ele.
Esse déficit se refere ao período entre 2013 e 2015. De acordo com ele, esse plano será suficiente para equilibrar o PPSP para os anos de 2016 e 2017.
Já o plano PP2 tem 47 mil funcionários na ativa e 3 mil aposentados que não serão afetados.
https://m.oglobo.globo.com/economia/petrobras-vai-fazer-cobranca-extra-em-plano-da-petros-21814274
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