Exclusivo Discrepantes – Quadrilhão do PMDB causou prejuízos à Petros e Postalis

Nestor Cerveró narrou a intervenção de EDISON LOBÃO, no ano de 2010, em favor de investimento do fundo da PETROBRAS, o Petros, no Banco BVA. Pouco depois o BVA teve a falência decretada, de modo que o fundo de pensão experimentou grande prejuízo:

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No Termo de Depoimento n. 16 (depoimentos de colaboradores), Nestor Cerveró declarou o seguinte: “ANEXO 16 – ORDEM DO MINISTRO LOBÃO PARA ATENDER AO BANCO BVA NA PARTICIPAÇÃO DA PETROS PARA APOIO AO BANCO, RESPONDEU: QUE por volta de 2010 o declarante recebeu um telefonema do Ministro de Minas e Energia EDISON LOBÃO; QUE EDISON LOBÃO costumava telefonar para falar diretamente com o declarante; QUE os telefonemas eram feitos para o gabinete do declarante; QUE, na ocasião, EDISON LOBÃO perguntou se o declarante conhecia AUGUSTO do BANCO BVA; QUE o declarante conhecia AUGUSTO; QUE EDISON LOBÃO perguntou em seguida quem era FERNANDO MATOS; QUE o declarante respondeu que FERNANDO MATOS era um gerente do declarante na Diretoria Financeira da BR Distribuidora; QUE FERNANDO MATOS era o gerente de estruturação financeira da Diretoria Financeira da BR, sendo muito competente e respeitado no meio financeiro; QUE EDISON LOBÃO falou que AUGUSTO estava naquela oportunidade na frente de EDISON LOBÃO, tendo relatado que o BANCO BVA estava criando um fundo de investimentos com a participação da PETROS e que FERNANDO MATOS estaria criando problemas com relação a isso; QUE FERNANDO MATOS era o representante financeiro da BR DISTRIBUIDORA no comitê de investimentos da PETROS; QUE a PETROS é o fundo de pensão dos funcionários da PETROBRAS; QUE o declarante procurou se informar sobre a situação perante FERNANDO MATOS; QUE FERNANDO MATOS disse que havia levantado informações sobre a estruturação financeira e a taxa de retorno do fundo de investimentos que o BANCO BVA estava criando com uma participação da PETROS; QUE o FERNANDO MATTOS disse que havia manifestado opinião, com alguns questionamentos, sobre aspectos financeiros do negócio; QUE FERNANDO MATOS assegurou, no entanto, que o negócio seria aprovado na PETROS; QUE FERNANDO MATOS disse inclusive que não havia votado contra o projeto, apesar dos questionamentos; QUE o declarante explicou que o negócio envolvia interesses de EDISON LOBÃO e que FERNANDO MATOS, ao votar a favor do negócio, havia salvado o cargo dele, FERNANDO MATOS; QUE FERNANDO MATOS agradeceu e pediu que o declarante o avisasse sobre esse tipo de negócio, para que ele não se prejudicasse em outras oportunidades; QUE o negócio do fundo de investimentos do BANCO BVA com a participação da PETROS acabou sendo aprovado no comitê de investimentos da PETROS; QUE posteriormente o BANCO BVA acabou entrando em dificuldades financeiras c ‘quebrou; QUE a PETROS, por isso, teve grande prejuízo na situação”.

 

O banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos, do antigo BVA, segundo reportagem da série Panama Papers, tem contas em offshores no exterior desde 2011, aproximadamente um ano após os eventos narrados por Cerveró envolvendo EDISON LOBÃO.

Há outra ligação entre Mauro Campos e EDISON LOBÃO. O Estaleiro Rio Nave, mencionado na operação acima com o BVA, tinha como acionista majoritário o fundo RN Indústria Naval, pertencente a Mauro Campos, posteriormente rebatizado de Diamond Mountain Capital Group.

A Pet. n. 5576, instaurada a partir da cisão do Inquérito 3960, traz vários elementos da relação de EDISON LOBÃO com o Diamond Mountain Capital Group.

O Inquérito n. 3.960 investigava prática de crime contra o Sistema Financeiro Nacional por Luiz Alberto Maktas Meiches e Marcos Henrique Marques da Costa, representantes legais da empresa Diamond Capital Group no Brasil, com a menção de participação de EDISON LOBÃO nos fatos relatados.

Ao que se apura, EDISON LOBÃO ingressou no grupo empresarial de forma oculta, em 2011, fazendo-se representar pelo advogado e amigo Márcio Coutinho.

A partir da entrada do congressista na sociedade, em razão de sua atuação e influência política, a Diamond Mountain Capital Group foi beneficiada ilicitamente com o aporte de capital de diversos fundos de investimentos controlados pelo Governo Federal, entre eles o da PETROS (PETROBRAS).

Os dados obtidos a partir de análise da agenda do ex-Ministro de Minas e Energia revelam diversas reuniões, no Ministério de Minas e Energia, entre o congressista, representantes da Diamond Mountain Capital Group e Márcio Coutinho, em mais de uma oportunidade.

Em razão das elucidativas contribuições trazidas pelo Relatório de Pesquisa e Análise n. 30/2017-SPEA/PGR, os elementos encontrados são fortes indícios de EDISON LOBAO, na condição de sócio oculto da holding Diamond Mountain Group, atuou em favor da captação de recursos da Petros em fundos de investimentos da empresa.

A holding Diamond Mountain Group está registrada nas Ilhas Cayman, e, no Brasil, possui como sócios Marcos Henrique Marques da Costa e Luiz Alberto Maktas Meichcs.

Segundo fontes abertas de informações, a Diamond Mountain Cayman Holding possui cinco subsidiárias no Brasil, entre elas a Diamond Mountain Investimentos e Gestão de Recursos. A empresa é gestora de fundos de investimento e prospecta recursos voltados à captação de valores de fundos de pensão de estatais como Petros, Previ (do Banco do Brasil), Funcef (da Caixa) e Núcleos (Elctronuclear), bem como de fornecedores da PETROBRAS e empresas privadas que recebem recursos de bancos públicos, como o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

 

Veja abaixo toda a denúncia do MPF ao “Quadrilhão do PMDB, aonde especificamente a partir da página 194 dos crimes praticados no âmbito dos fundos de pensão:

Atenção arquivo com 235 MB, recomendamos fazer download para leitura.

http://midia.pgr.mpf.mp.br/ascoe/inq_4326_denuncia.pdf 

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

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