Roubalheira é problema estrutural? A nossa resposta.

Fidc´s etc. (um total de mais de 70 investimentos que geraram mais de R$ 1 bilhão a fundo perdido) e, na medida que tomaram pé do volume que poderiam atingir, se enfiaram em Lupatech (R$ 750 milhões para o ralo), Itaúsa (R$ 3 bi), Dasa (R$ 250 milhões), Invepar (além de pagar sobre preço absurdo no leilão de 2012, com outros mais de R$ 1 bilhão de prejuízo), Belo Monte (R$ 1 bilhão) Sete Brasil (R$ 2 bilhões), Telemar (1 bilhão), Brasil Pharma (1 bilhão). A relação é longa e envolve vários outros ativos.

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Pcc,

Conhecendo seu histórico, nada que venha de você pode ter um mínimo de credibilidade se não vier acompanhado de indicação da Bibliografia correspondente aos dados tabulados e, mesmo assim, com algumas reservas sobre as fontes. Sua mensagem abaixo é exemplo mais que significativo do que estou afirmando.

Vamos porém virá-la de cabeça para baixo e responder seu último parágrafo.

Não há dúvida, nesta altura do campeonato, às vésperas de se saber o valor da conta astronômica que vai sobrar para todos nós, legítimos donos de um patrimônio espoliado por uma gang de criminosos durante estes últimos anos de gestão partidária petista (cpi dos fundos de pensão, MPF, Operações Lava Jato e Greenfield), não deveria mais importar quem é o responsável ou quem está certo ou errado.

Porém é inaceitável que aqueles que fogem à responsabilidade venham a público se jactar de ter salvo o plano com o AOR, conforme a publicação irresponsável da fup há alguns dias atrás e novamente tentando se safar com outra publicação capciosa no dia de ontem. Essa proposta esconde a real intenção que é: “pessoal, esqueça os autores dessa barbárie, vamos pagar o prejuízo e vamos deixar os responsáveis por ele velejarem nos mares tropicais, afinal eles tiveram tanto trabalho, eram somente meros peões do chão de fábrica e conseguiram entrar no grupo da zelite, vocês é que não confiaram na gente, na nossa proposta”.

Não cabe lá nos informes, como tampouco aqui na sua resposta que o déficit teria alcançado R$ 38 bilhões se não fosse a “entrada” do valor do acordo. O registro dessa conta continua contábil, ele jamais entrou nos cofres da fundação, pois a Petros não tem como a realizar, antes de 2028 e, conforme você mesmo reconhece (num momento de rara lucidez) as chances de entrarem são absolutamente remotas.

Neste exato momento em que estamos com um rombo de R$ 29,3 bilhões e consumindo ativo para financiar o plano, e nada podemos fazer com esses buracos que nos deram, insistir que faz parte do patrimônio, sem ressalvar, é suicídio. Aliás, outro dia, em entrevista ao jornal Valor Econômico, o próprio Wálter Mendes, em verdadeiro ato falho, considerou esse valor do AOR fora do nosso patrimônio, mas depois pediu o devido reparo (certamente não cabia deixar um flanco desse tamanho em aberto).

A situação é totalmente diferente dos títulos recebidos em 2001, que estavam em poder da fundação à espera de um cabra macho para negociá-los e não de um frouxo submisso (depois se viu que por outros intere$$e$, conforme demonstrou a Operação Greenfield) que o trocasse com o Tesouro Nacional para dizer amém ao seu patrão, e de forma a esticar os vencimentos das dívidas do governo até 2050, vender muitos deles com prejuízo e enterrar o que obteve em ações sem liquidez da Itaúsa e por cima cantar de galo dizendo que houve lucro contábil de R$ 867 milhões.

Vê-se claramente que a especialização técnica desse grupo que assumiu em 2003 era a manipulação contábil com questões irreais. Isso não se deu somente em nossa fundação mas causou a cassação de um presidente.

Conforme afirmo acima, infelizmente os dados que você passa são bastante ou totalmente discutíveis (falta a devida comprovação por tabelas demonstrativas), a começar pela afirmação que dos originais 19.000 fundadores do PPSP, restariam entre esses fundadores e suas pensionistas, 18.940, num plano que está completando 47 anos.

Não tenho dados concretos para mostrar, mas trazendo a Tabela 1 da página 48 do Relatório de Atividades de junho último, podemos fazer algumas ilações. De julho/16 a junho/17, houve 8.254 baixas entre os ativos e um acréscimo de 6.454 entre os assistidos. Portanto a baixa total em um ano foi de 1.800 participantes (entre ativos, participantes assistidos e pensionistas). Supondo que tenha ocorrido uma quantidade pequena de desencarnes entre os ativos, o que não é de surpreender, de qualquer forma, em média, morreram 150 participantes por mês no PPSP. Provavelmente essas mortes devem ter ocorrido no grupo mais velho, portanto, no grupo pré-70.

Os valores que estão colocados na tabela que engloba esse AOR sempre me incomodaram, principalmente a partir do ano de 2012, quando o valor foi fechado com 18,51% de atualização atuarial e, já com o parecer fechado, a Petrobrás obrigou a Petros a corrigir o valor para 7,67%. Mesmo sendo um mero registro contábil, isso provocou uma queda no tamanho do superávit que ocorreu naquele ano (evitaram distribuir um superávit inexistente e irreal?). Conforme eu apontei ao Antônio Carlos em mensagens anteriores, nos anos seguintes esse AOR também serviu para esconder déficit, tendo em 2013 sofrido uma correção de 47,5%.

Afirmar que as nossas ações são as responsáveis por parte desse total descalabro é próprio somente de quem discursou de um jeito e realizou de outro não é mesmo? Você está esquecendo que a Petrobrás foi obrigada a reconhecer essa situação perante a SEC e relatar que registrou em balanço a necessidade de repasse dos valores correspondentes (e da sua inteira responsabilidade) para a Petros, são R$ 4 bilhões por conta dessa questão.

Você, porém, não fala nada sobre o acordo de níveis que foi executado entre a fup e a Petrobrás, jogando a responsabilidade do prejuízo em cima do plano. Havia ao menos 3 pareceres, incluindo um da fup indicando que o rombo seria grande, mas a irresponsabilidade dos atores da fup e da Petrobrás (desesperados em não perder apoio daqueles que foram enganados vilmente) preferiu jogar em nossas costas a responsabilidade pela cobertura do pagamento.

Responsabilizar os velhinhos por solapar o plano ao buscar valores que lhes eram devidos pelo fundo (considerando a covarde aprovação de aumentos salariais em que eles foram prejudicados para não dizer traídos por sindicalistas de araque mais preocupados em arrumar boquinhas nas grandes tetas das nossas fundações)  é constrangedor, técnica de gente sem qualquer consideração pela categoria petroleira, quase se poderia afirmar uma total falta de escrúpulos. Isso, aliás, foi empregado pelo Henrique Jäger em seu primeiro depoimento à CPI dos fundos de pensão e ao voltar para dar um segundo depoimento (considerando as diversas insensatezes afirmadas na ocasião por ele) acabou por se antecipar e pedir desculpas ao presidente da CPI e se desmentir solenemente desse absurdo.

Da mesma forma é a história de problemas estruturais, querem esconder o real déficit, causado por investimentos criminosos embaixo de chavões.

A insistência do informe postado ontem é um atentado à nossa inteligência, jogar em 2015, um total de R$ 8.72 bilhões no déficit da fundação, afirmando que a retirada do teto que beneficiou apenas 9.500 ou que a conta da família real gerou um passivo a ser pago ao longo da nossa existência, foi somente uma forma de jogar para debaixo do tapete o rombo causado pela cafajestada aplicada com os nossos investimentos. Ambas as rubricas foram injetadas em nosso balanço daquele ano sem sequer alguém saber o que estava acontecendo, causando enorme surpresa até entre os seus conselheiros. O Henrique Jäger tentou esconder a realidade do que estava acontecendo. A prova maior está no levantamento executado nesta gestão nas duas contas, a primeira apurou que somente 9.500 foram beneficiados, falta agora mostrar o valor real da conta. No caso da família real, somente agora, após anos de cobranças para revisão do nosso banco de dados, isso está sendo feito. Até onde tenho tomado conhecimento, a história que se tentou contar sobre a Família Real não se confirma.

Portanto, o que será que esses R$ 8.72 bilhões estão escondendo dentro do déficit de 2015? Não há dúvida, coisa para Mr. Marcolin, o gênio da atuária.

Quanto a muitos dos dados que estão citados, infelizmente TODOS os conselheiros escondem informações importantes dos donos da fundação, fazendo coro com os gestores e, portanto, não há como questionar, ou discutir mas com certeza também não dá para os aceitar sem dados em tabelas comprobatórias. Os documentos da nossa fundação (ou de todas as fundações), em nome da transparência, devem ser disponibilizados aos seus verdadeiros donos, lógico, sempre depois de cumprir a carência da segurança da confidencialidade que determinados negócios devem ter. O melhor desinfetante é a luz do sol.

Mas, é importante se afirmar: no momento em que vamos arcar com um prejuízo no qual não fomos seus autores, deixar de olhar para trás ou como muitos de vocês dizem, vamos nos unir e olhar para a frente, é somente outra forma de jogar um lençol em cima dos criminosos que achacaram nossa fundação para acobertar suas proezas. Não é possível aceitar tanto descalabro e ficar calado.

Afirmações como as abaixo são totalmente insensatas, beiram a esquizofrenia quando se recorda suas afirmações e as do Newton Gavião, no processo de luta contra a migração. O plano foi fechado em 2002 e vocês sequer pensaram em brigar pela sua reabertura, sinal que tudo já estava negociado e essa alteração, certamente com o conhecimento e total aval do Gushiken que havia se juntado à equipe do FFHHCC. O plano, ainda que rentista (dito pelo Antônio Carlos e com a qual concordo) tinha seu veio na mutualidade, se você quiser, assim como faz o Melo, eu junto vários vídeos e boletins com suas afirmações anteriores.

Quanto às várias imbecilidades que constam dos dois informes, certamente não há como debater com pessoas mentirosas, que se firmaram fazendo um discurso em defesa do Plano Petrobrás de Benefício Definido, BD, hoje PPSP e assim que tomaram o poder, se lambuzaram nele, se emporcalharam, a ponto de vários deles estarem incriminados pelo MPF.

Como diz minha falecida vó, só quem não te conhece que te compra. E eu acrescento, a bem da verdade, e se esses que te conhecem e ainda te compram, certamente o fazem por interesses pessoais, JAMAIS COLETIVOS.

Sérgio Salgado

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

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