Depois de acionar na Justiça a Petrobras, em virtude da paralisação das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, desde o final de 2015, os 14 prefeitos que integram o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), depois das incertezas do passado, deram um suspiro de otimismo e confirmaram a expectativa em torno do processo de licitação da estatal para contratação das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN).
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Para retomar as obras a Petrobras convidou 30 empresas para participarem da licitação. Todas são estrangeiras. Segundo afirmou o presidente da estatal ontem, Pedro Parente, as construtoras nacionais ficaram de fora em função dos desdobramentos da Operação Lava Jato, até que se reabilitem novamente a participar do processo de concorrências da empresa.
Sobre a retomada das obras no Comperj, ele enfatizou que a UPGN é extremamente importante para bons resultados da exploração do pré-sal. “A produção do pré-sal associa óleo e gás e se a gente não tem uma capacidade de escoamento desse gás isso vai limitar a produção do óleo. A gente não pode produzir o óleo se a gente não pode aproveitar o gás. Então, essa unidade é extremamente importante para que a gente continue tendo estes recordes maravilhosos que a gente está vendo na produção do pré-sal”, destacou.
A UPGN, conforme Pedro Parente, é essencial para o escoamento futuro da produção de gás natural nos campos do pré-sal na Bacia de Santos. O presidente destacou também que a construção da UPGN não significa a retomada das obras da refinaria do Comperj, mas sim da construção dessa unidade, que atenderá o terceiro gasoduto do pré-sal.
Para o presidente do Conleste, Helil Cardozo, a obra é importantíssima mesmo que seja só o processamento de gás, o que já vai gerar uma arrecadação de 10 milhões de ISS para o município. “No entanto, ela é pequena diante das expectativas dos prefeitos do consórcio que querem mesmo é a construção da Refinaria, que vai deixar um acréscimo na arrecadação de todos os municípios da região. Só para ter ideia, seriam R$ 197 milhões por mês de ICMS divididos em alíquotas para todos os prefeitos vizinhos. Ao contrário do gás que, depois de pronto, não deixa nenhum recurso para os municípios”, lamentou.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha, comemora os nove mil empregos que serão gerados para terminar a usina de processamento de gás, mas condena somente a participação de empresas estrangeiras na licitação. “Quanto tempo vamos ficar subservientes a essas empresas? Será mesmo que somos obrigados a ver os engenheiros gringos tomando as vagas de nossos trabalhadores?”, questionou o presidente do sindicato.
Segundo a Petrobras, a unidade de gás natural a ser instalada no site do Comperj será responsável pelo processamento de 21 milhões de Nm3/d de gás proveniente da Rota 3 de escoamento de gás do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. A Petrobras prevê o início de operação da UPGN no primeiro trimestre de 2020, com investimento previsto em torno de R$ 2 bilhões.
http://www.atribunarj.com.br/prefeitos-comemoram-retomada-das-obras-do-comperj/
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