Previ não vai se desfazer de participação na Vale por aumento da liquidez, aponta Gueitiro Genso

O novo acordo de acionistas da Vale, que deverá aumentar a liquidez referente à participação da Previ por meio de seu Plano 1 na mineradora, não vai fazer com que a fundação busque um desinvestimento de curto prazo para esses recursos alocados na companhia, afirma Gueitiro Genso, presidente da entidade. “O aumento de liquidez que o processo traz para a participação da Previ não significa que a fundação irá se desfazer rapidamente de seus ativos na Vale. Somos um fundo de pensão, temos uma perspectiva de longo prazo. Quando as ações da companhia forem vendidas será de forma gradual, sempre aproveitando as melhores oportunidades”, diz Genso, em comunicado.

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A previsão é que a partir de fevereiro de 2018 aproximadamente 50% do investimento da Previ na Vale estará livre para negociação em Bolsa de Valores. O restante ainda estará vinculado ao acordo de acionistas até 2020. A busca por liquidez para os investimentos do Plano 1 está prevista no Planejamento Estratégico 2017-2021 da Previ, que tem como um de seus objetivos “balanceamento da gestão de investimentos com necessidades do passivo do Plano 1”.

Dentro do novo acordo de acionistas da Vale, foi encerrado em 11 de agosto o processo de conversão de ações preferenciais em ordinárias, uma das medidas que possibilitará a migração da empresa para o segmento Novo Mercado da B3, que deve fortalecer a governança da companhia. Além da conversão das ações, também foi aprovada a incorporação da Valepar pela Vale e a alteração do estatuto da mineradora. O documento agora está adequado às regras do Novo Mercado da B3, que exige padrões mais elevados de governança e transparência. A Valepar era a empresa veículo que reunia as participações de Litel (holding na qual a Previ tem participação direta), Mitsui, Bradespar, BNDESpar e Eletron.

Com as mudanças a Vale evolui para a adoção de um controle pulverizado. O novo acordo de acionistas é fruto de negociação entre a Litel e os demais controladores da companhia. Um dos desafios a serem superados pela entidade era a estrutura societária atual da mineradora, em que a participação do Plano 1 da Previ não tinha liquidez em bolsa de valores. A Vale representa 14,6% dos investimentos da Previ e 30,6% da carteira de renda variável, considerando os recursos do Plano 1 e do Previ Futuro. Atualmente o Plano 1 detém, direta e indiretamente, 15,50% do capital total da companhia, uma participação avaliada em dezembro de 2016 em R$ 24,2 bilhões.

Para Gueitiro o novo acordo proporciona outras oportunidades, não apenas para a mineradora: “Quando uma empresa como a Vale se adequa às regras do Novo Mercado, traz mais transparência não só para a companhia, mas para o sistema como um todo. É uma nova instância de governança, com melhores práticas, para uma empresa muito relevante no mercado de capitais brasileiro. O novo acordo de acionistas pode contribuir também para a atração de novos investidores, o que garante a expansão das atividades da Vale”.
http://www.investidorinstitucional.com.br/index.php/br/investidoronline/31393-previ-nao-vai-se-desfazer-de-participacao-na-vale-por-aumento-da-liquidez-aponta-gueitiro-genso.html

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