ANIPA questiona déficit da Funcef

Representantes de participantes da Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, tentam por meio de ação judicial evitar que os equacionamentos dos déficits sejam realizados até que os acusados pelos investimentos problemáticos sejam responsabilizados. Com o novo resultado negativo em 2016, quase 60 mil participantes terão que fazer mais aportes além das contribuições adicionais de 10,64% já aprovadas para solucionar os déficits de 2014 e 2015.

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“Estamos há anos pagando contas das quais não conhecemos a composição completa”, disse a presidente da Associação Nacional e Independente dos Participantes da Funcef (Anipa), Lia Menezes.

A entidade havia obtido liminar para suspender as contribuições adicionais, que foi cassada na sequência. Agora, aguarda apreciação do recurso pelo desembargador Carlos Moreira Alves, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. A Anipa vai mover, ainda, outras ações na Justiça Federal, requerendo restituição de valores à fundação não apenas de investimentos indevidos, mas também por serviços não prestados, por exemplo.

“A Anipa até agora não enxerga o que é o plano de recuperação da nova direção indicada pela Caixa”, disse a presidente da entidade. “A transparência na Funcef é zero”, afirmou. Junto com outras entidades que representam os participantes do fundo, a Anipa busca acesso sobre “a real situação da fundação, com a precificação a mercado dos seus ativos e mensuração exata do seu passivo, ou seja, capacidade financeira de pagamento dos benefícios”.

Participantes e assistidos da Funcef planejam realizar manifestação amanhã em várias cidades do país para reivindicar transparência de informações, apuração de responsabilidades e divulgação mensal do plano efetivo para recuperar os resultados da entidade. Procurada, a Funcef não se manifestou sobre os comentários da entidade.

Na semana passada, em apresentação a participantes, o diretor de benefícios Délvio de Brito afirmou que não era possível calcular o valor do equacionamento referente a 2016 e que a entidade tem até o final do ano para definir valores com a Superintendência de Previdência Complementar (Previc). “Um déficit de R$ 5,4 bilhões é o valor mínimo a ser equacionado”, afirmou, referindo-se ao resultado negativo do plano REG/Replan saldado no ano passado.

Segundo o diretor, estão sendo realizados estudos tendo como base o fluxo de recebimento de previsões e de rentabilidade dos investimentos para se calcular os valores. “Veremos qual seria o valor que poderíamos fazer com o menor custo possível para o participante”, acrescentou.

A Funcef encerrou o ano passado com rentabilidade consolidada de 6,24% e um déficit de R$ 12,478 bilhões. Um ano antes, o resultado negativo foi de R$ 12,361 bilhões.

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