Ata citava problemas em indicação na Petrobrás e chama atenção após 2 anos

Coluna do Broad
04 Agosto 2017 | 05h00
A ata de reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, de fevereiro de 2015, quando o presidente do colegiado ainda era Guido Mantega, tem uma frase que chama a atenção do mercado neste momento, mais de dois anos depois: “Corremos o risco de indicar diretores que possam ter problemas depois”. A reunião tratava, justamente, da aprovação de alguns nomes, entre os quais, o de Aldemir Bendine, preso na semana passada, para a presidência executiva da estatal petroleira.

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Profecia. Um dos conselheiros indicados por acionistas minoritários à época, Mauro Cunha, presidente da associação que representa minoritários, a Amec, levantou esse ponto ao ponderar que conselheiros indicados pelo acionista controlador, no caso o governo, aprovavam indicações sem, ao menos, uma análise prévia do currículo. Cunha pediu ainda renovação do Conselho da estatal, com a renúncia dos membros indicados pelo governo.

Uso político. Outro a votar contrário às indicações foi Sílvio Sinedino, que afirmou que a difícil situação da Petrobrás naquele momento se dava, principalmente, por conta de indicações políticas. O terceiro voto contrário às eleições foi de João Monforte. Cunha e Monforte eram indicados pelos minoritários e Sinedino representava os empregados.

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