A retomada começa pela sísmica

16 novos pedidos de aquisição de dados nos quatro primeiros meses de 2017 foram aprovados após o anúncio dos leilões

[31.07.2017] 17h53m / Por Gabriela Medeiros

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O mercado brasileiro de aquisição de dados parece já começar a sentir os primeiros efeitos positivos da retomada da regularidade dos leilões de blocos exploratórios da ANP. Mais do que isso, agora a indústria se prepara para fazer levantamentos em áreas que serão licitadas daqui a dois anos, mas já foram previamente anunciadas.

A ANP aprovou 18 pedidos para atividades de sísmicas no Brasil entre janeiro e abril de 2017, dos quais 16 foram para novas campanhas e dois para prorrogações. O número já representa tendência de alta na atividade no país este ano, já que em todo o ano de 2016 foram emitidas 31 autorizações, sendo 13 prorrogações e 18 novas autorizações.

De acordo com a ANP, houve aumento do interesse nas atividades sísmicas no país após a sinalização de novas rodadas e o anúncio de um calendário de leilões até 2019. Com isso, a agência vem fazendo um esforço interno para a redução do tempo médio de emissão das autorizações de 4 meses para 20 dias.

A demora na liberação ambiental para a realização das sísmicas por parte do Ibama é uma das principais reclamações das companhias. Um levantamento feito na base pública do Ibama pela Brasil Energia Petróleo constatou que, de 90 licenças emitidas desde o ano 2000, cerca de 70% levam entre um e dois anos para sair após a abertura dos processos, e 23%, de dois a três anos. Há casos, contudo, em que os licenciamentos levam cerca de cinco anos para ser concluídos.

Desde o começo do ano, uma medida tomada pela ANP para facilitar o processo foi a ampliação do escopo dos levantamentos, com a emissão de uma única autorização por empresa, separada apenas pelo ambiente (onshore ou offshore).
“Essa prática reduz a burocracia para a empresa de aquisição de dados, diminuindo o tempo para a emissão da autorização na ANP e consequentemente das licenças em outros órgãos. Essa nova formatação aperfeiçoa o uso dos recursos, concentrando os esforços na avaliação da qualidade dos dados”, explicou a agência.

A partir de agora, a tendência é que todos os pedidos saiam com o novo direcionamento. Companhias como EMGS e Spectrum já receberam autorizações desse tipo e podem levantar dados 2D e 3D em todas as bacias do offshore brasileiro até 2020.
“O que acaba ditando o ritmo de execução dos projetos é a emissão de licenças ambientais pelo Ibama, mas já ter a autorização da ANP resolve boa parte da burocracia”, afirmou o country manager da Spetrum no Brasil, João Correa.

O governo já aprovou um calendário de leilões que prevê três leilões do pré-sal, três leilões de concessões e duas rodadas de campos maduros entre 2017 e 2019.

http://brasilenergiaog.editorabrasilenergia.com/news/oleo/ep/2017/07/retomada-comeca-pela-sismica-450492.html

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