Modec deve levar FPSO de Libra

Concorrentes, SBM e BW Offshore foram desclassificadas; unidade deverá ser construída do zero

cds_in_rio_bay_nov_2015_ref_20151105_111258_2_1.jpgFPSO Cidade de Saquarema ( Divulgação )

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A Modec deve arrematar o contrato de afretamento do FPSO piloto de Libra, seguindo o resultado alcançado na licitação do FPSO de Sépia, no fim de abril. A empresa foi a única qualificada tecnicamente no rebid da licitação do consórcio de Libra, tendo apresentado uma taxa diária de cerca de US$ 600 mil.

A SBM Offshore e a BW Offshore também disputavam o contrato, mas foram desclassificadas tecnicamente, sem direito a recurso, por se tratar de um processo conduzido pelo consórcio, fora das especificações da lei de licitações 8.666/93 e do decreto 2.745/98. O resultado da habilitação foi comunicado formalmente aos participantes na terça-feira (25/7).

A SBM foi desclassificada qualificada por não atender à exigência de assinatura de acordo de leniência para as empresas com pendências judiciais, questão registrada também na licitação do FPSO de Sépia. Já a BW foi desqualificada por não manter condicionantes em sua proposta. As duas empresas optaram pelo modelo de conversão.

A proposta da Modec prevê a construção de uma unidade nova, ou seja, não será a partir da conversão de um casco já existente. Projetos new build tendem a ser cada vez mais constantes a partir de agora nas licitações da Petrobras, sobretudo nos projetos de grande porte.

A tendência está diretamente relacionada à escassez de cascos do tipo VLCC e ao novo porte das unidades do pré-sal. A proposta da Modec para Sépia também foi elaborada com base em uma unidade taylor made.

Apesar da desclassificação das concorrentes, a Modec ainda não foi homologada como vencedora da licitação. Além de toda a discussão sobre o conteúdo local de Libra e o pedido de waiver para o FPSO, o consórcio solicitou esclarecimentos à empresa, não tendo concluído a análise da proposta. A previsão do consórcio de Libra é de que a análise do resultado se estenda até agosto. A Petrobras também não formalizou o resultado da licitação do FPSO de Sépia.

Com capacidade de produção de 180 mil b/d de óleo e processamento de 12 milhões m3/d de gás, o FPSO de Libra será instalado na parte Noroeste do ativo. O primeiro óleo do sistema está oficialmente programado para 2020, mas fontes do consórcio já admitem o atraso para 2021.

O prazo de afretamento do contrato do FPSO piloto de Libra será de 22 anos.

http://brasilenergiaog.editorabrasilenergia.com/daily/bog-online/ep/2017/07/modec-deve-levar-fpso-de-libra-475282.html

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