Sempre cabe mais um no PDV da Caixa

Na esteira do novo Plano de Demissões Voluntárias (PDV) aberto há duas semanas, há um pleito dos administradores da Caixa Econômica para que o governo altere os estatutos do banco. A mudança teria como objetivo permitir que os diretores-executivos pudessem aderir ao PDV e, ainda assim, permanecer na instituição e em seus cargos atuais, na condição de comissionados. Querem isonomia com as castas mais altas da gestão e, com isso, a possibilidade de transformar o PDV em uma espécie de bonificação extra – sem o “D” de demissão.

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Foi exatamente o que fizeram o próprio presidente da Caixa, Gilberto Occhi, e três vice-presidentes no mais recente plano de desligamentos do banco. Gilberto Occhi e os vice-presidentes Fábio Lenza, Roberto Derziê e Antonio Carlos Ferreira aderiram ao PDV encerrado em março deste ano. Funcionários de carreira da Caixa Econômica, os quatro foram formalmente demitidos e receberam suas respectivas bonificações.

Mesmo após o encerramento do vínculo empregatício, seguiram em seus cargos como comissionados, aproveitando-se do estatuto, que dá essa prerrogativa ao presidente e aos vice-presidentes. Agora que um novo PDV passa encilhado a sua frente, os diretores-executivos pleiteiam o mesmo direito, o que forçaria a instituição a refazer as contas e esticar o valor reservado para as indenizações. Procurada, a Caixa confirmou que Gilberto Occhi e três vice-presidentes aderiram ao PDV finalizado em março e já “encerraram seus respectivos vínculos”. Sobre o pleito de extensão do benefício aos diretores-executivos, o banco informou que “não comenta especulações sobre eventuais alterações estatutárias”.

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