A tendência é de que as negociações sejam lideradas pela área Jurídica da companhia
[12.07.2017] 11h44m / Por Claudia Siqueira
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Petrobras irá criar uma comissão interna para retomar as negociações com a Sete Brasil. A medida foi comunicada no fim da semana passada à empresa de sondas, via e-mail, sem sinalizar a data de início das negociações.
O grupo interno ainda será formado. A tendência é de que as negociações sejam lideradas pela área Jurídica da Petrobras, com a participação de um ou dois representantes do segmento de E&P.
A decisão de reabrir as negociações foi comunicada pela Petrobras à Justiça do Rio de Janeiro no dia 23 de junho. Isso reforçou a estratégia da diretoria da Sete Brasil de solicitar a suspensão da realização da Assembleia Geral de Credores (AGC), marcada originalmente para o dia 26 de junho para avaliar o plano de recuperação da companhia.
Embora ainda sem data, a retomada das negociações é vista como ponto fundamental ao sucesso da nova AGC da Sete Brasil, marcada para o dia 28 de agosto. Sem a reabertura formal das discussões com a Petrobras, as chances de aprovação do plano de recuperação ficam reduzidas.
A Sete Brasil está costurando os pontos finais do plano de recuperação para aceitação dos credores. O trabalho está sendo assessorado pela Alvarez & Marsal e a meta é ter o plano finalizado até o fim da primeira quinzena de agosto.
A empresa de sondas tenta há mais de um ano aprovar seu plano de recuperação, que envolve um montante de mais de R$ 19 bilhões. Ao todo, foram cinco tentativas frustradas.
O plano de recuperação judicial da Sete Brasil foi protocolado na Justiça do Rio de Janeiro em agosto de 2016, depois de um longo e fracassado processo de negociação com a Petrobras. A empresa de sondas foi criada no fim de 2010, durante o pico dos investimentos do pré-sal, e assinou contrato com a petroleira para a construção e afretamento de 28 unidades de perfuração.
As taxas diárias foram fechadas no patamar de US$ 500 mil/dia. As obras registraram problemas antes mesmo dos escândalos da Lava-Jato e o cronograma de entrega das sondas não foi cumprido.
O plano de recuperação judicial prevê 14 anos para pagamento das dívidas e a necessidade de aporte de US$ 1,2 bilhão para retomar o projeto de construção das sondas. As negociações com a Petrobras foram interrompidas no início do ano. Na ocasião, o indicativo era de manter no máximo sete contratos.
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