Petrobras quer oferecer até 40% da BR ao mercado, diz fonte

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RIO E SÃO PAULO – A Petrobras pretende oferecer entre 25% e 40% do capital da BR Distribuidora, por meio de oferta secundária de ações, afirmou ao Valor uma fonte com conhecimento do assunto.

A Petrobras informou ontem (11) que o conselho de administração da companhia aprovou a abertura de capital da BR Distribuidora. Como a meta da empresa é listar a distribuidora de combustíveis no Novo Mercado da B3, segmento especial de governança corporativa da bolsa paulista, pelo menos 25% das ações da empresa precisam ser ofertadas ao mercado.

Em comunicado ontem, a Petrobras informou que todos os atos necessários para a realização da oferta estarão sujeitos à aprovação de órgãos internos da estatal e da BR, bem como à análise e à aprovação dos respectivos entes reguladores.

A Petrobras, contudo, não informou um prazo previsto para a realização do processo.

A BR Distribuidora é um dos principais ativos do programa de desinvestimentos da Petrobras, que prevê levantar US$ 21 bilhões no biênio 2017/2018.

Histórico

A Petrobras deu início formalmente em outubro do ano passado ao processo de venda da BR, por meio do envio de prospectos a potenciais interessados em uma sociedade. Em maio, a Petrobras já havia informado estar analisando um processo de venda de fatia na controlada.

A BR foi uma companhia de capital aberto até 2003. A reabertura do capital voltou a ser uma opção — não a preferencial — depois do lançamento do novo plano de negócios e gestão da Petrobras, em setembro do ano passado.

A distribuidora abriu o capital em 1993. A primeira tentativa da Petrobras de fechar o capital e reassumir totalmente o controle foi em outubro de 2000. Na época, a proposta da estatal era incorporar a distribuidora para, em seguida, cancelar o registro.

O modelo, porém, foi motivo de queixas de minoritários da BR. O caso foi levado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que determinou à Petrobras que fizesse uma oferta pública para aquisição de ações (OPA) da controlada. Na época, a estatal decidiu desistir do processo.

Uma nova operação ocorreu em janeiro de 2003, quando a Petrobras realizou na bolsa de valores a troca das ações da controlada por suas próprias ações. A oferta teve adesão de 99,99% dos acionistas da distribuidora e eram necessários dois terços para garantir o sucesso do negócio.

O objetivo, segundo a estatal, era concentrar a liquidez nas ações da própria Petrobras e alinhar os interesses das duas companhias. Desde a primeira tentativa de reassumir 100% da BR, a estatal tinha interesse em adequar o seu perfil ao de concorrentes no mercado internacional e ter, com isso, maior liberdade de negociações, além de diminuir custos.

Estimativas de mercado apontam que a BR Distribuidora vale algo em torno de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões.

O faturamento anual da empresa, que detém cerca 35% do mercado, é de aproximadamente R$ 100 bilhões, com patrimônio líquido de R$ 7,4 bilhões. Nos últimos dois anos, a BR teve prejuízo.

http://mobile.valor.com.br/empresas/5035520/petrobras-quer-oferecer-ate-40-da-br-ao-mercado-diz-fonte

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