Previ começa a discutir investimentos para 2018

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, iniciou as discussões para definir sua política de investimentos para 2018, que incluem o debate sobre alocação no exterior e maior exposição ao crédito privado. O objetivo é preparar a fundação para alocar nos diferentes ativos quando houver oportunidade, disse ao Valor o diretor de planejamento da entidade, Marcus Madureira. O processo de revisão vai até novembro, quando o conselho deliberativo analisa a proposta apresentada pela área do executivo.

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“Precisamos estar preparados. O grande mote ao construirmos a política é estarmos preparados, não significa que vamos fazer uma realocação forte em determinado segmento”, disse o diretor.

O primeiro passo é uma análise das projeções macroeconômicas. A fundação realizou ontem um seminário de investimentos em sua sede, no Rio de Janeiro, onde reuniu especialistas do mercado financeiro, representantes de outras fundações, da Abrapp, a associação que representa o setor, e do regulador Previc. “Começamos com uma revisão da macroeconomia, como está o país e o que precisamos fazer na estrutura de alocação de cada um dos panos”, afirmou.

Um dos debates previstos é sobre investimentos no exterior, algo que os grandes fundos de pensão no mundo já enfrentaram, mas que ainda não ganhou força no Brasil, dada a taxa de juros considerada ainda elevada.

Atualmente, a fatia de investimentos no exterior corresponde a 0,08% do Plano 1 (de benefício definido), maior e mais maduro da entidade, o equivalente a R$ 116,7 milhões. No Previ Futuro (de contribuição variável), a fatia é de 0,13% do patrimônio, cerca de R$ 13 milhões.

Na renda fixa, uma das diretrizes para as discussões é a alocação em crédito privado, que volta a ganhar atenção com a queda dos juros. A fundação adota uma postura conservadora para aplicação nesses títulos e a participação ainda é pequena – chega a R$ 1,7 bilhão no Plano 1 e R$ 631,1 milhões no Previ Futuro, considerando um patrimônio total de quase R$ 170 bilhões.

A política de investimentos tem um horizonte de sete anos e é revisada anualmente. No Plano 1, com patrimônio de R$ 158 bilhões, deve ser mantida a tendência de migração gradual da renda variável para ativos de renda fixa, para o pagamento de benefícios.

“O Plano 1 não precisa vender uma empresa na bolsa sendo que aquele momento é desfavorável tanto para a empresa quanto para a bolsa de valores”, enfatizou. Na terça-feira, acionistas da Vale em assembleia aprovaram o novo acordo, que confere mais liquidez aos fundos de pensão que fazem parte do bloco de controle da empresa, incluindo a Previ. “Não significa que iremos vender [a participação na Vale]. Mas isso proporciona uma tranquilidade e uma liquidez”, afirmou.

Apesar da instabilidade atual, a Previ traça um cenário de recuperação da economia brasileira e acredita que as empresas estão “prontas para voltar a produzir”. “Entendemos que no médio e longo prazos o Brasil volta a crescer”, afirmou. No ano até abril, o Plano 1 tem rentabilidade de 3,84% e o Previ Futuro, de 5,36% A meta atuarial é de 2,72% para os dois planos.

Depois das discussões iniciais, a diretoria de planejamento faz conversas com a diretoria, conselhos consultivos e área de investimento. A política de investimentos deve ser aprovada pela diretoria e pelo conselho deliberativo.

http://www.valor.com.br//financas/5020492/previ-comeca-discutir-investimentos-para-2018?utm_medium=Social&utm_campaign=Compartilhar&utm_source=E-mail

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