Petroleira suspendeu contrato de fornecimento de gás à UTE Mario Covas após delações premiadas
A Petrobras cobrará uma indenização de R$ 70 milhões à Ambar, companhia do grupo J&F, pela violação da cláusula anticorrupção no contrato de fornecimento de gás para a UTE Mário Covas (UTE Cuiabá).
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A petroleira suspendeu antecipadamente o contrato após executivos da J&F afirmarem em delações premiadas com a Justiça que cometeram atos que violam a cláusula contratual em que declaram não fazer pagamentos ou oferecer vantagens indevidas a autoridades públicas.
O contrato foi fechado em abril de 2017 e tinha término previsto para o final do ano, com um preço de US$ 6,07/MMBtu. De acordo com a Petrobras, o preço foi baseado em critérios de mercado e contratos assinados com outros clientes, e não no preço das importações bolivianas, que hoje é de US$ 4,29/MMBtu.
“Cabe esclarecer que durante as negociações contratuais, a Petrobras não aceitou a demanda feita pela mbar de pautar o preço contratual de acordo com os preços de importação do gás da Bolívia, por estar abaixo das condições estabelecidas na política de preços em vigor na companhia”, explicou a petroleira em comunicado ao mercado.
Em nota à Agência Brasil, a mbar confirmou que recebeu a notificação da Petrobras sobre o término do contrato e afirmou que está avaliando quais serão os próximos passos. A empresa esclareceu que não é alvo das investigações sobre atos de corrupção, que estão restritas à holding J&F.
“Todas as controladas da holding estão autorizadas a celebrar contratos com instituições e empresas públicas”, afirmou a mbar referindo-se ao acordo de leniência fechado pela J&F com o Ministério Público Federal (MPF).
A Petrobras tem buscado endurecer as medidas anticorrupção desde o início da Operação Lava Jato. Esta semana, a companhia anunciou a criação de uma nova área dentro da diretoria de Governança e Conformidade, com foco na interna.
Além disso, a companhia também pediu à B3, antiga BM&FBovespa, uma certificação no programa Destaque em Governança das Estatais e iniciou estudos para aderir ao segmento especial de listagem nível 2 da B3. O objetivo é implementar medidas de governança corporativa além das que já são exigidas pelas leis das estatais e das sociedades anônimas.
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