Petrobras: Falta de reajuste no gás por 7 anos trouxe insegurança

RIO – O presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou nesta quarta-feira (7) que, com a definição da política de preços do gás liquefeito do petróleo (GLP), a companhia completa um ciclo de definição das regras de precificação dos derivados que produz.

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“O GLP tratava-se do último derivado para o qual não havia política de preços definida”, disse o executivo, durante coletiva de imprensa.​​

De acordo com o presidente da Petrobras, a nova política de preços do botijão P-13 prevê uma margem fixa de 5% sobre a cotação do derivado no mercado europeu. Segundo ele, este é “um bom nível” de margem para a companhia.

O executivo lembrou que, entre 2007 e 2014, não houve reajustes nos preços do botijão e a margem da empresa foi reduzida em benefício da margem do restante da cadeia.

“Isso [falta de reajustes] acabou trazendo uma imprevisibilidade muito grande”, disse Parente. Ao ser questionado se a nova política de preços do botijão tinha como objetivo recuperar as margens do passado, Parente respondeu que não estava fazendo “contas do passado”, mas falando "de hoje para frente",

Volatilidade

Parente afirmou que a política de preços dos combustíveis, lançada em outubro do ano passado, prevê reajustes ao menos uma vez por mês, mas que a petroleira ainda está em “processo de aprendizado” e que a periodicidade dos reajustes ainda não está bem definida.

“A política diz que os preços serão revistos ao menos uma vez por mês, não estabelecia que seria só uma vez por mês. Estamos em processo de aprendizado. A conclusão é que a periodicidade não lida adequadamente com volatilidade. No meio do mês a margem sobe depois ela cai. A que periodicidade vamos [aplicar os reajustes], ainda não definimos ainda”, disse Parente.

O executivo havia sido questionado sobre a falta de um padrão na periodicidade dos reajustes aplicados pela empresa, que em alguns meses é aplicado duas vezes e em alguns casos apenas uma vez.

Parcerias

O diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino, disse a politica de preços dos combustíveis tem sido tratado de forma dinâmica pela companhia. “Estamos olhando sempre os melhores resultados econômicos”, disse o executivo.

De acordo com Celestino, a definição de uma política de preços para o botijão P-13 “ajuda muito” o processo de desinvestimentos e parcerias no setor de refino. “Com a política de preços, damos previsibilidade a potenciais parceiros”, disse.

Segundo Parente, a Petrobras ainda não tem uma definição sobre o modelo de parcerias e desinvestimentos no setor de refino. “Esperamos ter uma definição em breve”, disse.

Questionado particularmente sobre a venda da refinaria RLAM, na Bahia, o presidente da companhia disse que não há nenhuma definição sobre o desinvestimento de qualquer refinaria.

CNPE

O presidente da Petrobras ressaltou que a nova política de preços do botijão P-13 segue a determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para que o produto tenha um preço inferior aos demais combustíveis concorrentes. Segundo ele, no entanto, a estatal está “tranquila” de que a nova precificação está alinhada ao plano de negócios.

Questionado se os valores do GLP ainda estavam sendo praticados com subsídios antes da definição da nova política de preços, Parente afirmou que o atual patamar não estava “distante” do valor que a companhia está buscando dentro da nova precificação.

Ainda de acordo com ele, a margem de 5% fixada para o combustível, ante a referência internacional, está num “bom nível”.

Parente explicou ainda que as regras adotadas pra o GLP são diferentes daquelas válidas para o diesel e gasolina, porque seguem a determinação do CNPE.

“Paridade de preços internacional significa a combinação de preços lá fora, mais o frete e demais custos. Nesse caso [do GLP] estamos falando só de [uma referência aos] preços lá de fora”, afirmou.

Interferência

Parente disse que não existe hoje “qualquer interferência” do acionista controlador sobre a gestão da empresa.

“Não falo com o acionista controlador há algum tempo”, disse Parente, ao ser questionado sobre o aumento de sua participação em eventos públicos ao longo das últimas semanas, em meio à crise política que paira sobre Brasília.

“Nosso foco está no planejamento estratégico. Sabemos que existe uma instabilidade fora da empresa, mas temos obrigação de seguir [com a execução do plano de negócios da empresa]”, completou.
http://www.valor.com.br/empresas/4995966/petrobras-falta-de-reajuste-no-gas-por-7-anos-trouxe-inseguranca

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