São Paulo. A Petrobras estuda fazer uma oferta pública inicial de ações da BR Distribuidora para resolver o imbróglio envolvendo sua maior subsidiária, que está entre os ativos cuja venda foi suspensa pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no início deste ano. Em evento para investidores ontem (5), o diretor da área financeira e de relacionamento com investidores da estatal, Ivan Monteiro, confirmou que a possibilidade está sobre a mesa.
"O que posso dizer é que nossa equipe tem a obrigação de apresentar essas alternativas (de fazer o IPO da distribuidora), e isso será feito no momento adequado primeiro para a diretoria-executiva e, se tiver a aquiescência dela, para o conselho de administração".
Na avaliação dele, a recuperação da Bolsa brasileira (alta de 24% em 12 meses) pode ser positiva para o IPO, mas destacou que nenhuma proposta formal foi apresentada ainda para a diretoria e o conselho de administração. Em janeiro deste ano, o TCU suspendeu o plano de venda de ativos da Petrobras e determinou a adoção de um modelo mais transparente de negociações. O objetivo da estatal é levantar US$ 21 bilhões até o fim do próximo ano.
Ontem, Pedro Parente, presidente da Petrobras, disse que pretende vender ou fazer parcerias com 30 ativos até o fim do ano, metade deles nos próximos três meses. Entre eles, estaria a refinaria de Pasadena, alvo de investigações na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A participação da estatal na petroquímica Braskem seria outro ativo envolvido, disse Monteiro.
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