Petrobras avança na modelagem de parcerias e vendas em refino

A Petrobras está concluindo a elaboração do modelo de negócios que será utilizado nas parcerias e venda de ativos na área de refino. A expectativa é que essa modelagem possa ser divulgada ao mercado nos próximos dois meses, disse Pedro Parente, presidente da estatal, durante evento para investidores e analistas realizado ontem na B3.

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“Em breve, iremos a público anunciar como vamos fazer as parcerias e desinvestimentos em ‘downstream'”, disse Parente. Sobre a previsão de divulgar o modelo dentro de um mês e meio, ele explicou não se tratar de uma “promessa firme”, “mas estamos trabalhando com esse prazo”, disse.

Segundo ele, o segmento é muito atrativo para outros investidores. “Hoje, a Petrobras representa quase 100% da área de refino do país, o que não é bom para o Brasil e nem para a empresa”, disse.

Atualmente, a Petrobras tem 14 refinarias no país. Em relatório publicado em março, o Bradesco BBI avaliou que o modelo mais atrativo para o setor privado era a venda das refinarias em polos regionais, trazendo sinergias aos investidores. Apenas o bloco das refinarias paulistas, que concentram 40% da capacidade instalada nacional, seria avaliado em US$ 25 bilhões, nas contas do banco.

A política de preços da companhia, vigente desde outubro do ano passado, é uma parte fundamental das negociações de parcerias no refino, explicou Parente. “É preciso uma perspectiva de liberdade na política de preços para que este programa possa alcançar os resultados pretendidos”, disse.

Segundo o executivo, a discussão faz parte da modelagem da venda de ativos em refino. Quando o modelo for definido, a expectativa da empresa é ter uma visão mais ampla também da questão dos preços.

Além das parcerias em refino, a Petrobras tem outros desinvestimentos a anunciar ainda neste ano. Apenas nos próximos três meses, a estatal deve anunciar os “teasers” (alertas ao mercado) de 15 “oportunidades de parcerias e desinvestimentos”, segundo Parente.

Segundo ele, a previsão da companhia é de lançar em torno de 30 oportunidades ao longo do ano, sendo metade nos próximos meses. A refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, deve estar no pacote. “Mas não posso garantir o que vai estar nos ‘teasers’ que vamos divulgar”, disse.

Em relação ao segmento de geração de energia, a Petrobras ainda está estudando qual o modelo utilizará em eventuais vendas das termelétricas a gás natural, disse Jorge Celestino, diretor de refino e gás natural da companhia.

“Estamos modelando o negócio e acompanhando a participação dos grupos que vão dar um novo contorno regulatório para o setor, com o Gás para Crescer. Quando houver maturidade suficiente para a gente ir ao mercado, nós vamos”, disse Celestino.

Segundo o diretor, o aspecto regulatório tem “impacto relevante” sobre o fluxo de caixa dos ativos de gás. Por isso, as mudanças regulatórias precisam ser feitas paralelamente à modelagem da venda.

Os desinvestimentos e parcerias fazem parte do plano estratégico da companhia, que tem como meta reduzir o endividamento medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda a 2,5 vezes no fim do ano que vem, ante 3,24 vezes no fim de março deste ano.

As rolagens de dívida são outro instrumento que a estatal vem utilizando para melhorar seu perfil de endividamento.

Segundo Ivan Monteiro, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, não há uma meta específica para rolagem de dívida, mas a estatal pretende utilizar todas as oportunidades que permitam capturar um custo adequado e um prazo melhor.

“Tínhamos um plano de curva de produção no passado, que não se concretizou, com determinado perfil de endividamento”, explicou Monteiro. Segundo ele, hoje, a companhia passa pela inadequação entre o perfil de investimentos e a maturação do endividamento realizado. “Estamos fazendo a readequação disso”, afirmou.

A premissa da empresa é conseguir um novo custo abaixo do atual e também inferior ao praticado no mercado secundário. Sempre que houver esse entendimento, “pode aguardar que vamos realizar a rolagem, mas não temos meta específica”, disse Monteiro. (Colaborou André Ramalho, do Rio)

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