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Confira os empreendimentos que começaram a operar e o sucesso exploratório desde o início de 2016
[01.06.2017] 09h16m / Por João Montenegro
FPSO P-66 ( Fernando Galheigo/Ibama )
Produzindo desde meados de maio, a P-66 foi o quinto sistema de produção offshore da Petrobras a entrar em operação de janeiro de 2016 até o momento. A marca é expressiva em nível mundial: de acordo com levantamento da Brasil Energia Petróleo, somente a italiana Eni, dentre as sete majors, igualou o feito da petroleira brasileira no período.
A série da Petrobras começa em fevereiro de 2016, com o primeiro óleo do FPSO Cidade de Maricá, no campo de Lula Alto, no cluster do pré-sal. No mês seguinte, a petroleira brasileira anunciou o início do Sistema de Produção Antecipada (SPA) de Sépia, com o Cidade de São Vicente, na área da cessão onerosa.
Ainda em 2016, a estatal interligou o primeiro poço (8-LL-81D-RJS) ao FPSO Cidade de Saquarema, em Lula Central, e deu início à extração de petróleo e gás com o Cidade de Caraguatatuba, no campo de Lapa – seis meses antes do primeiro FPSO replicante (P-66) começar a operar.
No mesmo período, a Eni anunciou o início de produção no campo de Mpungi (West Hub Development), em Angola; em Goliat, no Mar de Barents; e nos projetos East Hub Development, em Angola, Jangkrik, na Indonésia, e Offshore Cape Three Points (OCTP), no offshore de Gana.
A Shell anunciou, além da P-66 (a companhia é sócia da Petrobras em Lula), o início da fase 3 do Parque das Conchas, na porção capixaba da Bacia de Campos; e o primeiro óleo da TLP (Tension Leg Platform) de Malikai, na Malásia, e de Stones, no Golfo do México – empreendimento de óleo e gás em lâmina d’água mais profunda do planeta (2,9 mil m), segundo a Shell.
A francesa Total, por sua vez, informou o início de produção dos campos de gás e condensado de Laggan e Tormore, na região de West of Shetland, no Mar do Norte, e de Vega Pleyade, no offshore argentino, além do projeto de águas ultraprofundas de Moho Nord, no Congo, e do empreendimento de gás Badamyar, em Myanmar.
Já a britânica BP colocou três novos sistemas em operação: Thunder Horse South Expansion, no Golfo do México; West Nile Delta, no Egito; e Quad 204, no Mar do Norte.
Na sequência estão a Chevron, que começou a produzir no campo de Alder, no Mar do Norte, e Mafumeira, em Angola; a também norte-americana ExxonMobil (Julia, no GOM) e a norueguesa Statoil (Fram C East, no Mar do Norte).
Em temos de perfuração de poços com sucesso exploratório (novas descobertas ou avaliações confirmando seu potencial), o ranking é liderado com ampla vantagem pela Eni, com oito anúncios desde janeiro de 2016, sendo quatro no Egito e os demais no Mar da Noruega, Líbia, Indonésia e Golfo do México, já em 2017.
Em seguida estão a ExxonMobil, com quatro anúncios de sucesso exploratório (três na Guiana, no mesmo bloco onde está a descoberta de Liza, e um na Nigéria); a BP (dois no Egito e um no Senegal); Petrobras (três na área de Libra); Statoil (um no Mar do Norte, um no Mar da Noruega e um no Brasil, no bloco BM-C-33); e Shell (um no Golfo do México).
A análise foi feita com base nos fatos relevantes publicados pelas companhias desde o início de 2016 até 30 de maio deste ano. Vale mencionar que, no período considerado, a Petrobras registrou na ANP oito indícios de hidrocarbonetos offshore, dos quais seis em Libra, um em Albacora e um no bloco C-M-539, ambos na Bacia de Campos.

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