BC informa bloqueio de R$ 100 milhões de investigados na 40ª fase da Operação Lava Jato
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Banco Central (BC) informou para a Justiça Federal o bloqueio de R$ 100 milhões de oito investigados da 40ª fase da Operação Lava Jato, que teve como alvos ex-gerentes da Petrobras e representantes de empresas. O documento foi protocolado na terça-feira (30).
A 40ª fase recebeu o nome de "Asfixia" e foi deflagrada em maio deste ano. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), nesta etapa se apura o pagamento de R$ 100 milhões em propina a partir de contratos da petrolífera – quatro pessoas chegaram a ser presas. Uma foi liberada após o vencimento do prazo da prisão temporária.
Um dos alvos, o ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, usou, de acordo com a força-tarefa da Lava Jato, a Lei de Repatriação para lavar dinheiro. Ele tinha R$ 48 milhões em contas nas Bahamas e, no final de 2016, fez a regularização cambial do montante, alegando que os recursos vieram da venda de um imóvel.
Segundo o MPF, Márcio Ferreira pagou tributos sobre o valor repatriado e, assim, "esquentou" o dinheiro que "certamente tem origem em propina proveniente de corrupção na Petrobras". Dele, conforme informado pelo BC, foi bloqueado R$ 1,48 milhão.
Veja os valores bloqueados
Akyzo – Assessoria e Negócios – R$ 496,85
Liderrol Indústria e Comércio de Suportes Estruturais – R$ 51,8 milhões
Marcio Ferreira (ex-gerente da Petrobras) – R$ 1,48 milhão
David Schmidt (ex-gerente Petrobras) – R$ 1,77 milhão
Paulo Roberto Fernandes (empresário da Liderrol) – R$ 50 milhões
Maurício Guedes (ex-gerente Petrobras) – R$ 817 mil
Marivaldo Escalfoni (empresário da Akyzo) – R$ 9,01 milhões
Joelma Fernandes Andrade Vieira Fernandes (sócia-administradora da Akyzo) – R$ 802 mil
De acordo com as investigações, a Akyzo e a Liderrol faziam contratos falsos com fornecedoras tradicionais da Petrobras, como grandes empreiteiras, para intermediar e repassar as propinas a funcionários da estatal.
Ao explicar os detalhes do esquema de corrupção que foram investigados na 40ª fase da Lava Jato, a delegada da Polícia Federal (PF) Renata da Silva afirmou que, mesmo após mais de três anos da operação, ainda estão descobertos novos ninchos de corrupção na Petrobras.
Ela destacou a "audácia" dos investigados terem continuado com os pagamentos ilícitos, ainda que se utilizando de sistemas sofisticados para tentar blindar os beneficiários finais, mas sem nenhum, pudor de serem eventualmente descobertos e responsabilizados.
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