Bolsa ajuda a reverter déficit da Previ


O salto da renda variável e de investimentos estruturados em 2016 beneficiou os resultados da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, revertendo o déficit do ano anterior. “Sempre dissemos que em 2015 estávamos passando por um resultado conjuntural. O resultado de 2016 mostra que os ativos começaram a se recuperar”, disse ao Valor o presidente do fundo, Gueitiro Genso.

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Com os resultados positivos, o fundo de pensão divulgou na sexta um superávit R$ 2,19 bilhões de reais no Plano 1 – fundo de benefício definido (BD), que concentra a maior parte dos investimentos da entidade. Em 2015, o fundo teve déficit de R$ 16,1 bilhões, o primeiro em uma década.

O resultado resolveu a questão do equacionamento referente a 2016, mas há necessidade de equacionar R$ 1,44 bilhão em 2017. Em apresentação sobre os números, Genso disse estar confiante de que ao longo do ano isso será compensado. “É metade da necessidade de equacionamento de R$ 2,91 bilhões de 2016”, destacou. Ele anunciou um superávit técnico em janeiro de 2017 de R$ 1,15 bilhão.

A rentabilidade do Plano 1 em 2016 foi de 15,03%, ante meta atuarial, de 11,91%. Já o Previ Futuro – de contribuição definida (CD) – subiu 22,52%. Um ano antes, o Plano 1 ficou negativo em 2,84% e o Previ Futuro subiu 3,72%, quando a meta atuarial era de 16,84%.

A entidade mira maior liquidez do Plano 1, em que se concentra a maior parte das empresas investidas. Depois da venda da fatia na CPFL Energia, no ano passado, foi anunciada, em fevereiro, a proposta de novo acordo de acionistas da Vale. A Previ e outros fundos de pensão fazem parte do controle. Sobre Sauípe, Genso disse que tem horizonte de venda até junho.

Na renda variável, Genso citou o resultado positivo da fatia da Previ no Banco do Brasil, que teve valorização de R$ 3,46 bilhões em 2016, após ter perdas de R$ 2,67 bilhões um ano antes. “Em 2015, (o papel) tinha caído um monte mas não vendemos. A carteira tem ativos de qualidade e mostram robustez.”

No segmento, o Plano 1 ganhou 17,16% no ano passado e reverteu parte das perdas de 17,2% em 2015. No Previ Futuro, subiu 36,98%, ante queda de 13,53% em 2015. Os investimentos estruturados subiram no Plano 1 (9,72%) e no Previ Futuro (16,3%). Já os ativos no exterior, que ganharam 50,58% em 2015, caíram 15,52% nos dois planos em 2016. “Este é um item pequeno, de R$ 110 milhões (Plano 1). Quando o dólar veio para baixo, ele veio para baixo também”, disse Genso. No Previ Futuro, são de R$ 12,3 milhões.

http://mobile.valor.com.br/financas/4914488/bolsa-ajuda-reverter-deficit-da-previ

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