Patrimônio de fundos de pensão cresce 10% em 2016, aponta associação do setor

RIO – Os fundos de pensão encerraram 2016 com patrimônio de R$ 755,096 bilhões, o que representa alta de 10,2% em relação a 2015, informou nesta segunda-feira a Abrapp, associação que representa o setor. O déficit no ano passado foi de R$ 71,7 bilhões, com queda sobre o resultado negativo de R$ 76,7 bilhões em igual período anterior.

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Em 2016, as entidades aumentaram a exposição à renda fixa em R$ 62,85 bilhões, um avanço de 2,4 pontos percentuais, e a modalidade passou a responder por 72,4% do patrimônio. Na renda variável, a fatia diminuiu para 18,1%, ante 18,5% em 2015, mas o valor alocado cresceu em R$ 10,145 bilhões.

Os títulos públicos ainda representam a maior alocação do patrimônio: 17,4%, em um total de R$ 131,273 bilhões. Em 2015, essa fatia foi de 15,5%, correspondente a R$ 105,949 bilhões.

Porém, com a intensificação da queda de juros, as entidades já começam a pensar em opções além dos títulos públicos, a exemplo de Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e Real Grandeza (dos funcionários de Furnas). A alocação dos fundos de investimento voltados para renda fixa aumentou em R$ 38,264 bilhões (51,8% do patrimônio, ante 51,6% em 2015).

A fatia em bolsa passou a 9,5% do patrimônio (ante 8,5% em 2015), para R$ 71,53 bilhões. Nos fundos de investimentos em ações, a participação passou de 10% em 2015 para 8,7% no ano passado. O total investido no segmento caiu em R$ 2,94 bilhões.

Os investimentos estruturados passaram a representar 2,2% do patrimônio, correspondente a R$ 16,57 bilhões, com queda de 0,7 ponto percentual ou R$ 3,13 bilhões. Considerando a fatia dos fundos de investimentos em participações, a queda foi de 2,9% em 2015 para 1,9% em 2015 (R$ 14,34 bilhões), enquanto os fundos imobiliários permaneceram com uma fatia de 0,3% do patrimônio, mas o valor alocado caiu de R$ 2,026 bilhões para R$ 1,906 bilhão.

Ao longo do ano passado, a rentabilidade consolidada das fundações desacelerou, mas foi positiva nos quatro trimestres. A maior foi a dos primeiros três meses, de 5,21%. Depois, passou a 3,07% no segundo trimestre, 4,3% no terceiro e 1,29% nos últimos três meses de 2016.

http://mobile.valor.com.br/financas/4915700/patrimonio-de-fundacoes-cresce-10-em-2016-aponta-associacao-do-setor

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