O diretor-geral da ANP, Décio Oddone e o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho ( omaz Silva/Agência Brasil )
O governo definiu nesta quarta-feira (22/2) as novas regras de conteúdo local para o setor de petróleo e gás. Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, haverá uma redução média de 50% nos percentuais de equipamentos e serviços produzidos no país exigidos em licitações de exploração de petróleo e gás.
Para exploração em terra, o índice de conteúdo local será 50%. Nos blocos em mar, o conteúdo mínimo será de 18% na fase de exploração, 25% para a construção de poços e 40% para sistemas de coleta e escoamento. Nas plataformas marítimas, o percentual será 25%. Atualmente, os percentuais de conteúdo local são definidos separadamente em cada rodada nos editais que são publicados para chamar os leilões.
Áreas Terrestres:
· Exploração: 50%
· Produção: 50%
Áreas Marítimas:
· Exploração: 18%
· Construção de poços: 25%
· Sistemas de coleta e escoamento: 40%
· Unidades Estacionárias de Produção (UEP): 25%
As novas regras a serem definidas pelo governo serão aplicadas na 14ª rodada de licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural, prevista para setembro, e para a terceira rodada de leilões de blocos no pré-sal, prevista para novembro.
O ministro explicou que o objetivo é dar competitividade para a indústria de óleo e gás. “Nós entendemos que melhor do que você ter um percentual alto que é inexequível é você ter um percentual baixo onde todos poderiam atingir esse número. E aí atingir também o objetivo de dar competitividade à indústria de óleo e gás, e dar encomendas suficientes para alimentar a indústria nacional. Se chegou a um número menor obrigatório, onde temos a convicção de que a indústria nacional está completamente à altura para poder atender a esse desafio”, disse Coelho.
A proposta agora será levada ao Conselho Diretivo do Pedefor, que deve ser reunir na próxima semana. “O governo entendeu que melhor que a disputa judicial é um percentual de conteúdo local mais realista, que se transforme na ponta em empregos e oportunidade de geração de renda para a população brasileira. Com equipamentos produzidos no Brasil e serviços feitos no Brasil para poder ajudar a extrair as nossas riquezas, gerando divisas e oportunidades para o país”, disse Coelho Filho.
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