ATINGINDO A META ATUARIAL COM GESTÃO ATIVA E PASSIVA

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por Rodrigo Araújo*

Combinar gestão ativa com passiva para a construção de carteiras de investimentos através da filosofia de alocação núcleo (posições mais estáticas de longo prazo) e satélite (posições mais dinâmicas de curto prazo), vem ganhando relevância recentemente.

No atual cenário do país faz-se necessário adaptar a filosofia de gestão de carteiras ao novo mundo, principalmente quando se fala em alcançar metas atuariais e gestão de carteiras para pagar benefícios no longo prazo.

Os investidores globais já estão se movimentando na direção de uma abordagem que combina o uso da gestão ativa, que busca obter retorno superior a determinado índice de referência, e passiva, que busca acompanhar o desempenho do índice.

Para alocações de longo prazo, combinar gestão passiva e ativa pode ser a opção mais adequada. Já para alocações táticas, a gestão passiva através de ativos financeiros com alta liquidez pode ser a melhor opção.

Nesse sentido, o uso de ETFs, como instrumento da gestão passiva, está aumentando rapidamente devido à conveniência, custo-eficácia, transparência e necessidade de diversificação de carteiras por classe de ativo, setor e região geográfica.

Segundo pesquisa global, mais de 60% dos investidores institucionais entrevistados utilizam-se de ETFs para montar alocações núcleo-satélite.

Para a indústria global de ETFs, julho foi o melhor mês de captação em 2016, atraindo cerca de $ 55 bilhões de dólares em novos fluxos.

No Brasil, a indústria segue forte ritmo de expansão. Em 12 meses, o volume médio diário negociado na BMF&Bovespa cresceu 40% e atingiu a marca de US$ 53 milhões. O ETF BOVA11 é um dos ativos mais negociados na bolsa brasileira e ocupa posição de destaque entre os 15 mais líquidos de 2016.

A participação do mercado de ETF no volume total negociado na bolsa cresceu 20% esse ano e 75% desde o final de 2014.

Em adição à liquidez de mercado, outra marca importante da indústria de ETF é a sua eficiência na negociação. É possível comprovar esse comportamento no spread de negociação, como por exemplo do BOVA11. Seu spread de compra e de venda está inferior ao da cesta de ativos que compõem o IBOVESPA, ficando em torno de 3 centavos versus 6 centavos da cesta.

É fato que a indústria de ETF cresce no mundo todo e aqui no Brasil não é diferente. A adoção da filosofia de investimento por meio da combinação de estilo de gestão ativa e passiva corrobora com este crescimento. ■

*Rodrigo Araújo, Diretor da BlackRock Brasil.

ETFs

O fundo de índices (ou Exchange Traded Funds – ETFs) é um fundo de investimento que pode ser comprado ou vendido como uma ação. Cada cota de ETF reflete a performance de um determinado índice de referência de um setor da economia.

Quando você aplica em um ETF, passa a deter uma parcela de todas as ações que compõem o índice de referência, sem ter de comprar separadamente os papéis de cada empresa. Por mais que a carteira de referência do índice seja alterada, você não precisa se preocupar, pois o fundo será rebalanceado pelo gestor. Como o investimento é diversificado, não está direcionado para uma única empresa, isso dilui o risco para você.

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