TCU adia julgamento de proposta que libera Petrobras para vender bens

Em dezembro do ano passado, o tribunal proibiu a estatal de vender ativos devido a indícios de irregularidade. Análise da proposta foi suspensa por pedido de vista do ministro Bruno Dantas.

Por Laís Lis, G1, Brasília

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01/02/2017 16h08 Atualizado há 3 horas

O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou nesta quarta-feira (1º) o julgamento de uma proposta que libera a Petrobras para retomar o processo de venda de bens. Não há previsão para a proposta voltar à pauta.

A proposta foi apresentada pelo ministro José Múcio, mas a análise dela foi suspensa antes da discussão em plenário por um pedido de vistas do ministro Bruno Dantas.

Na terça (31), o G1 informou que Múcio apresentaria na sessão desta quarta a proposta que libera a Petrobras para dar continuidade ao seu programa de venda de bens.

A decisão de Múcio foi motivada por acordo com o TCU pelo qual a Petrobras se compromete a adotar medidas para aumentar a publicidade e o controle sobre os processos de vendas de ativos.

Entre ações está a necessidade de que cada passo do processo passe pela aprovação da diretoria-executiva da estatal, entre eles a definição do preço de venda do bem.

A Petrobras também não poderá mais manter sob sigilo os processos de venda. Para isso, terá que publicar fatos relevantes ao mercado e permitir a participação de mais de um interessado nas negociações.

Mesmo que a proposta venha a ser aprovada pelo plenário do TCU, há outras decisões, da Justiça, impedindo o andamento de processos de venda de ativos pela Petrobras. São pelo menos três ações, em casos específicos, envolvendo por exemplo a BR Distribuidora e campos terrestres de exploração de petróleo.

Em dezembro, por sugestão do próprio Múcio, o TCU proibiu a estatal de assinar novos contratos de venda de ativos até que os procedimentos adotados pela empresa nesses processos fossem analisados.

A proibição foi decidida depois que a unidade técnica do tribunal apontou indícios de irregularidades, entre os quais o uso de decreto nos procedimentos de venda, o que, segundo Múcio, só poderia ser usado para aquisição de bens e serviços.

A Petrobras já atingiu cerca de US$ 13 bilhões em negócios fechados desde 2015 dentro do seu plano de venda de ativos – lançado com o objetivo de abater parte da enorme dívida da estatal. O valor representa cerca de 87% da meta de US$ 15,1 bilhões para o período 2015-2016.

Além da meta de US$ 15,1 bilhões em desinvestimentos para o período 2015-2016, a Petrobras incluiu em seu novo plano de negócios a previsão de levantar mais US$ 19,5 bilhões com venda de ativos entre 2017 e 2018, chamada pela companhia de desinvestimentos -– uma espécie de privatização, por se tratar de uma empresa com controle estatal.

Com o enxugamento de suas áreas de operação, a maior estatal do país busca levantar recursos para reduzir o endividamento – que somou em termos líquidos R$ R$ 325,56 bilhões em 30 de setembro.

http://g1.globo.com/economia/noticia/tcu-adia-julgamento-de-proposta-que-libera-petrobras-para-vender-bens.ghtml

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