PETROS – Grandes mudanças na representação em conselhos de empresas

Previ deve renovar um terço de 90 postos em conselhos

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Com 166 conselheiros de administração e fiscais – entre suplentes e titulares – indicados nas empresas em que detém participação, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, terá 90 desses mandatos expirados na próxima rodada de assembleias, em abril. A maior fundação do país revisou os critérios de seleção de seus representantes no ano passado, e passou a ser referência nesse quesito para a diretoria que assumiu em setembro o comando da Petros, dos funcionários da Petrobras.

O fim dos mandatos em abril não significa que todos os assentos serão alterados. Nas reuniões de acionistas de 2016, mais de 50% dos conselheiros foram mudados e a expectativa do diretor de participações da Previ, Renato Proença, é que nesta temporada a alteração não seja tão profunda quanto a anterior. Ele prevê que um terço do quadro será renovado.

A regra atual prevê permanência de até quatro anos nos conselhos fiscal – que têm mandatos de um ano – e de administração, em que os períodos são de dois anos. “A gente acredita que é saudável o conselheiro ficar numa companhia um certo tempo, mas também não é saudável que ele se perpetue na empresa”, disse o diretor.

Os critérios da Previ foram alterados no fim de 2015 para a temporada de assembleias do ano passado. “A ideia é sempre casar boa formação acadêmica, boa experiência profissional, boa experiência em órgãos colegiados e conhecimentos mais específicos”, disse. Segundo Proença, quase 60% dos candidatos apontados pela Previ possuem alguma certificação, como a do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Com as mudanças, o fundo de pensão passou a priorizar os 300 candidatos mais bem avaliados a partir dessa seleção inicial. Também foi estabelecido um ponto de corte para que o interessado seja apto a estar entre os indicados. As inscrições podem ser feitas por participantes no site da Previ, mas o processo seletivo não exclui perfis externos, disse Proença. A definição dos próximos indicados será decidida em reunião do conselho deliberativo no fim de fevereiro.

Com a venda de toda a sua fatia na CPFL Energia, a Previ vai perder em abril os oito assentos que possui nos conselhos da empresa. Na terça-feira, a empresa já convocou assembleia para substituir os assentos no conselho de administração e fiscal. Mesmo com a intenção da fundação de reduzir ou vender as fatias em outras empresas nas quais tem participação, ainda será possível indicar nomes aos conselhos em posições minoritárias, afirmou.

Os critérios da Previ chamaram a atenção do novo presidente da Petros, Walter Mendes. Em entrevista ao Valor na semana passada, ele disse que a seleção do fundo de pensão dos funcionários do BB passou a ser vista como referência. Tal como a Previ, a Petros terá um banco de nomes montado a partir de requisitos técnicos, entre internos e externos. “Vamos divulgar esse plano em breve. Os critérios serão absolutamente técnicos”, afirmou Mendes.

O fundo de pensão possui 32 assentos em conselhos fiscais e de administração, entre titulares e suplentes. O novo presidente da Petros assegurou que haverá uma grande mudança na lista atual de indicados pela fundação nas próximas assembleias das empresas, em abril.

Porém, ele já fez alterações em casos que disse considerar “delicados”. Mendes assumiu o lugar do ex-diretor de investimentos da Petros e ex-presidente do conselho de administração da Sete Brasil Lício da Costa Raimundo na Itaúsa. O ex-presidente do fundo de pensão Henrique Jägger está no conselho da Invepar, mas saiu da Paranapanema.

Para a vaga, Mendes indicou Jerônimo Antunes, presidente do comitê de auditoria da Petrobras, professor da USP e participante de outros conselhos.

As mudanças deveriam ocorrer antes de abril, na visão de Sérgio Salgado, da SOS Petros, associação de aposentados da Petrobras. A permanência de Jägger e do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine no conselho da BRF é questionada. “Se em três meses dessa nova gestão e com problemas enormes, já houve várias e importantes alterações, o que de bom pode acontecer nos quatro meses que se estão concedendo a esses conselheiros?”, indagou.

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