Petros revisa Política de Investimentos para os próximos cinco anos
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!- No Plano Petros do Sistema Petrobras, estratégia é adquirir títulos públicos e reduzir renda variável para aumentar o nível de liquidez e recompor o caixa
- Para o Plano Petros-2, estratégia é aumentar a aquisição dos títulos públicos e diversificar os investimentos, incluindo a possibilidade de aplicações no exterior
- Limites mínimo e máximo de alocação nas carteiras são ajustados para tornar parâmetros mais aderentes ao mercado e à realidade dos planos
A Petros revisou sua Política de Investimentos para os próximos cinco anos (2017-2021), período em que a gestão de recursos será norteada pela redução de renda variável no Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), de Benefício Definido, e pelo aumento de aplicações em títulos públicos tanto no PPSP quanto no Plano Petros-2, de Contribuição Variável. Outro ajuste importante foi a readequação dos limites mínimo e máximo de alocação em cada carteira, com o objetivo de tornar os parâmetros mais aderentes ao mercado e à realidade dos planos administrados pela Fundação, além de aumentar a transparência da gestão dos ativos. Esse ajuste teve impacto, por exemplo, no limite máximo de exposição à renda variável do PPSP, que foi reduzido de 45% para 35%, dada a maturidade do plano e a consequente necessidade de aumentar o nível de liquidez.
Aprovadas pelo Conselho Deliberativo em dezembro, as novas diretrizes visam à formação de uma carteira com ativos que busquem uma relação risco-retorno-liquidez capaz de possibilitar o pagamento de benefícios de forma mais segura. “A política foi revisada sob as perspectivas do cenário macroeconômico e das necessidades de cada plano de benefícios. Estamos dinamizando a gestão dos investimentos através da implementação da cultura de asset management na Petros. Precisamos aproveitar as oportunidades de mercado para buscar o maior retorno possível, mas sempre considerando o perfil de cada plano e respeitando os limites de risco que podemos assumir para preservar a segurança do patrimônio dos participantes”, explica o presidente Walter Mendes.
No segmento de investimentos estruturados, caso dos Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), a Petros segue com a estratégia de não realizar novos aportes. Inclusive, o limite máximo permitido para alocação neste segmento foi reduzido à metade no PP-2, de 8% para 4%, e de 10% para 7% no PPSP, numa perspectiva de redução compatível com as condições de mercado.
Já no segmento de crédito privado, houve redução do limite para alocação, de 11% para 6% no PPSP e para 8% no PP-2. Novos investimentos nessa carteira somente serão feitos por meio de debêntures com processo de oferta pública e rating mínimo de AA- emitido por agência internacional.
PPSP: redução de renda variável e aumento da liquidez
No caso do PPSP, em que a política prioriza investimentos com menor grau de risco para o plano, a estratégia é intensificar o processo de desinvestimentos na carteira de participações em empresas. Os recursos obtidos serão utilizados na aquisição de títulos púbicos e na recomposição de caixa, para fazer frente ao aumento das despesas previdenciárias.
Já na renda fixa, que atualmente concentra 45% dos ativos do plano, o alvo de curto a médio prazo é chegar a 71% do volume dos investimentos, sobretudo a partir da aquisição de novos títulos públicos.
| Segmentos PPSP | Alocação Atual
(Ref. Ago/2016) |
2017-2021 |
% Alvo |
|
| % Mínimo | % Máximo | |||
| Renda fixa | 45% | 40% | 75% | 71% |
| Renda variável | 36% | 10% | 35% | 20% |
| Investimentos estruturados | 7% | 0% | 7% | 0% |
| Imóveis | 8% | 4% | 8% | 5% |
| Empréstimos a participantes | 4% | 2% | 8% | 4% |
PP-2: aumento de limites para títulos públicos e possibilidade de investir no exterior
A principal mudança na política do PP-2 foi o aumento dos limites mínimo e máximo para alocação em títulos públicos – o percentual mínimo saltou de 20% para 60% e o máximo, de 90% para 100%.
Por ser um plano mais jovem, sem a necessidade imediata de caixa para pagamento de benefícios, no PP-2 há espaço para aumento dos investimentos em renda variável. Atualmente, a renda variável concentra 8% dos ativos do plano e, com a revisão da política de investimentos, a meta é chegar a 15%, por meio de operações que capturem as oportunidades de mercado.
Com a projeção de queda da taxa de juros, poderão ocorrer também investimentos em outros segmentos para diversificar a carteira do plano. Uma das novidades é a inclusão de limite de alocação para investimentos no exterior, que poderão ser realizados a partir de rigorosa análise do cenário econômico.
| Investimentos do PP-2 | Alocação Atual
(Ref. Ago/2016) |
2017-2021 |
% Alvo |
|
| % Mínimo | % Máximo | |||
| Renda fixa | 83% | 60% | 100% | 77% |
| Renda variável | 8% | 0% | 20% | 15% |
| Investimentos estruturados | 2,5% | 0% | 4% | 0% |
| Investimentos no exterior | 0% | 0% | 2% | 1% |
| Imóveis | 2,5% | 0% | 5% | 3% |
| Empréstimos a participantes | 4% | 2% | 8% | 4% |
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FONTE: Fundação PETROS
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