Acordo de acionistas é entrave na venda da Braskem

Após acertar os pontos junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), o que está previsto para acontecer em janeiro, a Petrobras terá de quebrar uma barreira para iniciar o processo de venda de sua participação na Braskem: o acordo de acionistas. O documento é completamente ‘amarrado’ à Odebrecht, sócia da estatal na petroquímica, e envolvida até os dentes na Operação Lava Jato.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Escolha

Dentre os pontos que mais chamam atenção, está a escolha do presidente da Braskem. O acordo de acionistas, com duração de 35 anos, prevê que a indicação do nome seja feita pela Odebrecht e que as partes têm o dever de convencer os membros do Conselho de Administração por elas indicados a “ratificar” a indicação da acionista.

Sem cabimento

O acordo de acionistas favorecendo a Odebrecht não faz sentido, diz uma fonte de mercado. Além disso, o fato de vários direitos políticos não se transferirem para o novo comprador reduz o valor ativo, o que pode representar prejuízo para a Petrobras. “Uma pergunta que fica é quanto a Odebrecht vai cobrar de pedágio para deixar a Petrobras vender a Braskem?”, questiona a fonte.

Delação

Como o processo de venda da participação da Petrobras na Braskem não tinha sido formalmente iniciado no momento em que o TCU proibiu a estatal de assinar novos contratos de venda de ativos, não são esperados atrasos na conclusão deste desinvestimento, previsto para ocorrer entre 2017 e 2018. O que de fato postergou o começo do processo foi a assinatura da delação premiada de 77 executivos da Odebrecht no âmbito da Lava Jato.

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.