H. L. Mencken, o mesmo sujeito que escreveu que “pode ser um pecado pensar mal dos outros, mas raramente será engano”, também deixou registrado que “para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada”.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Tenho pensando nisso, em meu silêncio sobre a situação da Funcef e a sua atual administração.
É claro que o respeito e o juízo mandam dar um tempo para quem acabou de chegar e toma pé da pior situação que a entidade já observou.
Alguma mudança parece estar em curso, principalmente no que respeita à divulgação de informações acerca da entidade: o “Balanço de 50 dias da atual gestão” (abstraída a redação algo “Hora do Brasil”) e as reuniões que têm acontecido entre a Diretoria da Funcef e os participantes são exemplos disso.
Mas preocupa a falta de notícias a respeito do que interessa, que pode indicar reserva indevida ou indefinição quanto ao rumo a ser tomado; e, o que é pior, perda de tempo de que não dispomos.
Fiquei contente com a troca da condução da área jurídica, para mim desastrosa nos últimos anos, e com a notícia (que me dão pessoas em quem confio) da preparação técnica dos diretores responsáveis pelas áreas financeira e de participações.
Mas, por outro lado, ando um pouco decepcionado com a falta de notícias quanto a algumas questões muito simples. A principal delas, a divulgação plena de informações sobre a situação real dos planos.
Falo a respeito de duas informações fundamentais:
(i) qual é verdadeiramente o passivo de cada plano, avaliado segundo cenário que contemple o passivo judicial (o já identificado e o potencial), também avaliado de forma séria?
(ii) qual é, de fato, o valor dos ativos da entidade e qual a sua capacidade de gerar recursos aptos a pagar a curva do passivo de cada plano?
Em linguagem técnica, essas perguntas podem ser traduzidas em uma só: qual é o gap atuarial e qual é a efetiva possibilidade de a gestão dos ativos da entidade cobri-lo, e em quanto tempo? Se não for possível superá-lo nos níveis atuais de benefícios, o que se pode fazer a respeito?
Seria pedir muito o participante receber essas informações?
Acho que é isso. Abraços a todos.” (Luís Cazetta)
Você precisa fazer login para comentar.