Terminal de GNL privado do país terá gás do Qatar com ExxonMobil
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), concessionária responsável pela construção da termelétrica Porto do Sergipe, que terá 1,5 gigawatts (GW) de potência, fechou hoje um acordo de longo prazo de compra de gás natural liquefeito (GNL) da Ocean LNG, joint venture operada pela Qatar Petroleum (70%) e pela americana ExxonMobil (30%).
O gás importado terá como destino um terminal de regaseificação que será construído também em Sergipe, e vai abastecer a termelétrica, que deve ficar pronta em 2020.
Esse será o primeiro terminal de GNL privado do país, marcando o fim do monopólio da Petrobras, que atualmente tem dois terminais de regaseificação em operação no Brasil.
A Celse é uma empresa criada pela EBrasil Energia e pela Golar Power (uma joint venture entre a norueguesa Golar LNG e o fundo americano Stonepeak Infrastructure Partners) para executar o projeto da termelétrica, que deve ser a maior usina a gás natural da América Latina quando ficar pronta.
Já a Ocean foi estabelecida com o propósito de executar as operações de venda de GNL da Qatar Petroleum fora do Qatar.
Pelos termos do acordo, a Ocean vai garantir 1,3 milhão de toneladas de GNL por ano. As exportações terão início em 2020, quando está prevista a entrada em operação da termelétrica e do terminal. Não foram informados os valores desse contrato.
O terminal pertence à Celse, mas será operado pela Golar Power. O acordo foi assinado nesta quinta-feira em Doha, com a presença do presidente da Qatar Petroleum, Saad Sherida Al-Kaabi, e o presidente da Celse, Eduardo Maranhão.
“Esse é um marco importante no desenvolvimento da Termelétrica Porto de Sergipe. A Celse está orgulhosa de ser parceira da Qatar Petroleum e da ExxonMobil, pioneiras da indústria de GNL, em sua nova joint venture Ocean LNG, como seu fornecedor de longo prazo”, disse Maranhão.
Em nota, o presidente da Qatar Petroleum, Al-Kaabi, destacou que o Brasil é um mercado importante para o GNL. “Esperamos ter uma relação de longo prazo com a Celse e seus acionistas, para trabalharmos juntos para atender as necessidades energéticas do Brasil”, disse.
Os investimentos na construção da usina e do terminal, incluindo impostos e custos financeiros, são estimados em R$ 4,3 bilhões.
Em outubro, a Golar Power afirmou que estimava que a contribuição anual do terminal de GNL para seu Ebitda era estimada em US$ 39 milhões, com potencial de ser maior, uma vez que toda a capacidade do terminal não será absorvida, à princípio, pela Porto de Sergipe.
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