O déficit da Petros é uma preocupação de todos. Apurado no balanço de 2015, o valor total é de R$ 22,6 bilhões, número quase quatro vezes maior que o limite de tolerância no valor de R$ 6,5 bilhões. A dívida gerada por esse excedente foi de R$ 16,1 bilhões acima do limite estipulado e, de acordo com a nova regra de solvência dos Fundos de Pensão, precisa ser dividida entre todos os envolvidos. Atenta a isso, a diretoria da AMBEP submeteu ao Conselho Deliberativo a proposta de entrar com ações judiciais em defesa do quadro social. Com a aprovação do Conselho, foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na tarde do dia 27 de outubro com o auditório cheio.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Assembleia foi aberta pelo presidente do Conselho Deliberativo, Nival Ricardo Marinho, em segunda convocação, para deliberar sobre os seguintes temas: as razões, os objetivos e a autorização para o ajuizamento de ações judiciais principais, cautelares ou incidentais, dentre os quais incluem: o acesso aos dados e/ou documentos do passivo judicial da Petros; responsabilização civil por realizar investimentos temerários; responsabilização da Petrobras pelo déficit, com limitação de responsabilidades entre os participantes e os assistidos; a sustação do pagamento das contribuições especiais para equacionamento do déficit até que sejam apurados os reais valores de responsabilidade dos participantes e assistidos; além de outras ações relativas ao déficit, equacionamento e responsabilização dos dirigentes da Petros e da Patrocinadora.
Outro assunto importante deliberado na Assembleia foi referente à contratação do escritório Santoro Sociedade de Advogados para dar entrada no processo judicial e a autorização expressa dos seus associados para que a AMBEP possa atuar legitimamente em defesa de todos no caso. Foram aprovadas a proposta de Ação Civil Pública e a contratação dos serviços jurídicos propostos pelo escritório de advogados.
Além do presidente do Conselho, participaram da mesa Omar Cardoso Valle, Presidente da AMBEP, e Adriano Alves Moreira como secretário. Também esteve presente a advogada Tatiana Almeida Castro Alves, do escritório Santoro Advogados, para tirar as dúvidas dos ambepianos. Algumas questões foram abordadas pelos participantes referentes à separação das massas. O presidente do Grupo em Defesa dos Participantes da Petros (GDPAPE) também participou e colocou a entidade à disposição da AMBEP para fornecer informações relacionadas às dívidas da Petrobras com a Petros.
Vale ressaltar que, para essa Ação Civil Pública, a AMBEP já dispõe de reserva financeira para assumir os custos referentes às ações propostas e informou em termos gerais os valores durante a Assembleia. Fique atento ao nosso site.
http://www.ambep.org.br/assembleia-aprova-acoes-judiciais-referentes-ao-deficit-da-petros/
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